2017

2017

sábado, 28 de setembro de 2013

ORQUESTRA SERENATA TROPICAL - OST - LOVE STORY - 1971

Ainda no momento Orquestras, compartilhamos mais uma orquestra brasileira, chamada "Orquestra Serenata Tropical", que fez sucesso no Brasil e na América Latina. Ela era comandada pelo maestro Henrique Gandelman, pai do saxofonista Leo Gandelman e constituída por músicos da gravadora CBS, os mesmos que acompanhavam a gravação de várias artistas do elenco da gravadora. 

Henrique Gandelman era advogado, especialista em direitos autorais, maestro, violinista e diretor artístico da gravadora CBS. Foi também o idealizador e diretor do selo (label) Plaza Discos, onde lançou outros dois discos de sua orquestra, chamados "Boleros Solamente Boleros" e "Rumbas Solamente Rumbas". Posterioemente, completando essa trilogia, a Orquestra Serenata Tropical lançou "Beguine Solamente Beguine".

Nesta postagem, apresentamos o álbum intitulado "Love Story, lançado em 1971, pela gravadora CBS. Destaco a seleção musical e os arranjos para cordas. O disco era composto das seguintes canções:

1.  My sweet lord;
2. Tema de Love Story;
3. Oye como va;
4. Make it with you;
5. Airport love theme;
6. Candida;
7. Rose garden;
8. Samba pa ti;
9. Reflections of my life;
10. Ana;
11. Nikki / They long to be close to you;
12. You never give me your money / Here comes the sun.


Aproveito para incluir o comentário do amigo Wingrachtt Frankenberg que complementa a nossa postagem e traz curiosidades. 

Segundo ele, o álbum "Beguine Solamente Beguine" foi lançado no formato Compact Disc - CD, porém tendo outro nome como intérprete, constando como "Orquestra Romântica de Brasileira". Mas o curioso é que o mesmo conteúdo foi lançado por outra gravadora, em formato Long Playing - LP, só que o intérprete indicado já é outro, no caso a "Orquestra Tropicana Monterrey". 

Compartilho com a opinião dele em não saber o porquê e pessoalmente também não sei o motivo da utilização de nomes diferentes para o mesmo conteúdo musical. Só sei que para as gravadoras vale tudo, quando se quer vender. Felizmente há blogs como o nosso que resgatam essas informações e mantém vivo a cultura musical. Muito obrigado pela sua contribuição.



sexta-feira, 27 de setembro de 2013

MAURICE MONTHIER E SUA GRANDE ORQUESTRA - VOLUME 3 - 1970

Você já ouvir falar de Maurice Monthier e Sua Grande Orquestra. Quem não conhece, pelo nome, pensa que se trata de uma orquestra de origem francesa. Mas na verdade trata-se de uma orquestra bem brasileira, regida pelo maestro brasileiro Carlos Monteiro de Souza. Ao ouví-lo você chegará a mesma conclusão que cheguei. Não fica devendo nada para as outras orquestras.

Carlos Monteiro de Souza, nasceu em Niterói, Rio de Janeiro, em 1916 e faleceu na mesma cidade em 1975. Apesar da pouca informação, sabe-se que iniciou sua carreira na década de 1930, ainda como acadêmico e que surgiu como arranjador na década de 1950, no Rio de Janeiro. Foi um dos criadores do grupo vocal e instrumental “Os Quatro Diabos”, com o qual gravou três discos, além de realizar apresentações em rádios, como a Mayrink Veiga e em filmes, como “Alô, Alô, Brasil”, de Wallace Downey.

Era primo do compositor Ronaldo Monteiro de Souza, estudou na Faculdade de Direiro no Rio de Janeiro e em Conservatório de Música. Foi arranjador da gravadora Odeon, Companhia Brasileira de Discos, posteriormente Phonogram e da CBS.

Na gravadora Odeon lançou, em 1972, oito álbuns com o pseudônimo de Maurice Monthier e Sua Grande Orquestra. Outro álbum de destaque foi “Metais em Brasa Bossa Nova”, seguindo a onda do maestro americano Henry Jerome. Outros álbuns foram: “A Saudade é Mulher”, “Duas Notas”, “Em Outubro Vou Pagar”, “Férias de Julho”, “Não”, “Ouve Meu Amor”, “Prá Frente”, entre outros. Outro destaque foi o disco "Amada Amante e outros Sucessos", onde é clara a influência da Orquestra de Ray Conniff. Veja a postagem no blog:


O álbum da postagem, é uma inédito na internet. Trata-se do Volume 3, lançado no Brasil, em 1970, pela gravadora Odeon, com o selo (label) London. Destacam-se no disco os belos arranjos com predominância de cordas e cravo. Da seleção eu gostei muito da música Marie Jolie. Espero que apreciem o disco e aguardo seus comentários a respeito. As músicas desse disco são as seguintes:

1. Ti  voglio tanto bene;
2. Airport love theme;
3. Marie Jolie;
4. Raindrops keep fallin on my head;
5. A namorada que sonhei;
6. marie blanche;
7. Theme from midnight cowboy; 
8. Quem sabe; 
9. I'll catch the sun;
10. Yester-me, yester you;
11. Gwendolyne;
12. Hoje.










Links:



OS CARBONOS - VOLUME 13 - 1973

O nosso blog tem se destacado nos resgates de obras dos anos 1960 e 1970, principalmente aqueles da época do Movimento Jovem Guarda e das Orquestras. Temos utilizado como base, em grande parte o material particular. Entretanto, temos acompanhado o que os outros bons blogs tem compartilhado. Um desses blogs que se destaca é o "MusicasdosAnos60", dos amigos João Romão e Carlos Santos.

Recentemente eles postaram um álbum do grupo "Os Carbonos - Volume 13", lançado em 1973, pela gravadora Beverly, com o selo (label) AMC, que estamos incluindo no blog LaPlayaMusic, para fazer parte dos que já foram postados anteriormente. Veja as postagens anteriores do blog:



Aproveito para agradecer o excelente blog "MusicasdosAnos60" pela contribuição desse material. Do álbum em particular, eu destaco as minhas músicas preferidas, Eu não, versão da música Get Down, do cantor Gilbert O'Sullivan, Não Vou saber, versão de Nobody Knows, de  Eric Carmem e Oh! Meu grande amor, versão de Sunshine lover, de Daniel Boone. As músicas que compõem o disco são as seguintes:

1. Linda, linda, doida, doida (Hazy, hazy, crazy, crazy);
2. Eu não (Get down);
3. Frases;
4. Não vou deixar você sozinha (Trop belle pour rester seule);
5. Eu e o anjo (The devil and the angel);
6. Seguindo o horizonte (Skyline pigeon);
7. Oh! meu grande amor (Sunshine lover);
8. Não vou saber (Nobody knows);
9. Mãe é o seu nome (My mother was her name);
10. Menina, venha dormir;
11. Meu amor (My love);
12. Cante a paz (Bottom up)














Links:



quarta-feira, 25 de setembro de 2013

ORQUESTRA BRASILEIRA DE ESPETÁCULOS - HOJE - APRESENTA MÚSICAS DE FILMES - 1969

Desta vez resgatamos mais uma raridade da discografia da Orquestra Brasileira de Espetáculos - OBE, que era composta por músicos do estúdio da gravadora CBS Brasil e notabilizou por fazer arranjos orquestrais dos principais discos do cantor Roberto Carlos, lançados principalmente na década de 1970. Infelizmente em nenhum dos álbuns há referência de quem seriam esses músicos e nem tampouco o maestro.

Entretanto o amigo Wander Salgado, em seu comentário informou: 

"Na entrevista do tecladista Lafayette no site da Jovem Guarda,ele declarou que aqueles músicos da Orquestra Brasileira de Espetáculos eram professores e mestres da Orquestra do Teatro Municipal regidos pelo maestro Alexandre Gnattali,quando Lafayette e o grupo Renato e Seus Blue Caps tocavam juntamente com essa Orquestra(nos discos das músicas orquestradas do Rei Roberto Carlos).
Alguns discos,a Orquestra Brasileira de Espetáculos era regidos por alguns maestros,entre eles Radamés Gnattali,Renato de Oliveira e Waltel Branco."

Para nossa sorte, mesmo com esse apelo comercial e considerando o nível dos músicos, ficaram bons discos, que até hoje são procurados. 

Veja mais detalhes nas outras postagens do blog:


O álbum desta postagem também ainda não havia sido compartilhado na rede. Trata-se de um disco lançado no Brasil, em 1969, pela gravadora CBS, cujo título era " Hoje Orquestra Brasileira de Espetáculos Apresenta Músicas de Filmes". Destaco para a boa seleção de trilhas de filmes clássicos do cinema mundial. As músicas que compõem esse disco são as seguintes:

1. Tonight (do filme West Side Story - Amor, Sublime Amor);
2. Love me leave me (do filme Ama-me ou Esquece-me);
3. Tender is the night (do filme Suave é a Noite);
4. Come september (do filme Quando Setembro Vier);
5. Fascinação (do filme Amor na Tarde);
6. Inviation (do filme O Convite);
7. Temptation (do filme Delírio em Hollywood);
8. Maria (do filme West Side Story - Amor, Sublime Amor);
9. Moon river (do filme Bonequinha de Luxo);
10. Love letters (do filme Um Amor em Cada Vida);
11. Lover (do filme Ama-me Esta Noite);
12. September song (do filme Revolucionário Romântico).








Links:


ORQUESTRA ROMÂNTICOS DE CUBA - NO CINEMA - VOLUME 3 - 1963

Ainda no momento de curtir orquestras, segue o resgate de mais uma relíquia, ainda não postada na rede. Desta vez é o álbum da Orquestra Românticos de Cuba, intitulado "Românticos de Cuba no Cinema - Volume 3", lançado em 1963, pela gravadora Musidisc, do produtor Nilo Sérgio. 

Para ver mais detalhes sobre a orquestra, consulte as postagens anteriores compartilhadas pelo Blog LaPlayaMusic: 


Além da lindíssima capa, a seleção musical e arranjos vale o disco. As trilhas que compõem o disco são as seguintes:

1. Over the rainbow (filme O mágico de Oz)
 / The high and the mighty (filme Fio de Esperança);

2. Butterfield 8 (filme Disque Butterfield 8) 
/ Ruby (filme A Fúria do Desejo);

3. Lolita Ya Ya (filme Lolita) 
/ Vera Cruz (filme Vera Cruz);

4. Anastásia (filme Anastácia) 
 Pepe (filme Pepe);

5. Where the boys are (filme Bastam Dois Para Amar) 
/ April love (filme Amor de Primavera);

6. Stranger in paradise (filme Um Estranho no Paraíso) 
/ Speak low (filme A Vénus Moderna);

7. Theme from sumerplace (filme Amores Clandestinos) 
/ Cancion de amor cubano (filme Amor Cubano);

8. Maria (filme Amor, Sublime Amor) 
/ When you wish upon a star (filme Pinochio);

9. Tara's theme (filme E o Vento Levou) 
/ Night and day (filme Canção Inesquecível);

10. Blue gardênia (filme Gardênia Azul) 
/ Blue moon (filme Quando Canta o Coração).










Links:


CARAVELLI - KILLING ME SOFTLY WITH HIS SONG - 1973

Nesta semana tenho revivido e ouvido as grandes orquestras que permearam os anos 1970. Assim, aproveito e compartilho uma dessas raridades que ouvi. Apesar desse álbum já ter sido postado no antigo blog "LoungeLegends" e em outros, o mesmo carecia de material gráfico. Estou me referindo ao álbum da Orquestra Caravelli, intitulado "Killing me Softly With his Song", lançado no Brasil, em 1973, pela gravadora CBS, com o selo (label) Epic. 

Para maiores detalhes sobre o maestro e de outros álbuns, veja as postagens anteriores:

As músicas que compõem o disco são as seguintes:

1. Elle chantait ma vie en musique (Killing me softly with his song);
2. Forever and ever;
3. My Virgine;
4. Comme si tu devais mourir demain;
5. Tu te reconnaitras;
6. Viens viens;
7. Do you love me;
8. Made in Normandie;
9. Sing;
10. Les gondoles à Venise;
11. Nous irons à Verone;
12. Eres tu.








Links:



segunda-feira, 23 de setembro de 2013

JOELMA - VAYA CON DIOS - COMPACTO - 1977

Nesta postagem, apresentamos um disco da cantora brasileira Joelma, a que fez sucesso nos anos 1960 e 1970, lançado pela gravadora Discos Continental, no ano de 1977, no formato Compacto Duplos, tendo como carro chefe, a tradicional música Vaya con Dios, com um toque ao estilo "Discoteca", vigente na época e que obrigou vários artistas a flertar com essa onda. As músicas do disco são:

Lado A
1. Vaya con dios; 
2. Todo dia a mesma história;

Lado B
3. Sem quere me apaixonei;
4. Chapéu Lilás.

Veja mais detalhes sobre a cantora e os seus grandes sucessos nas postagens anteriores da cantora no blog LaPlayaMusic:

http://laplayamusic.blogspot.com.br/search/label/Joelma














Links:


RAY CONNIFF - I WILL SURVIVE - 1979

Nossa última postagem referente a Orquestra de Ray Conniff foi em julho de 2012. Já estava na hora de compartilharmos mais uma obra desse maestro. Apesar de já ter sido postado em outros blogs, verifiquei que ficou restrito apenas ao material de áudio, adicionando apenas uma figura em baixa resolução da capa. 

Assim, procuramos repor essa lacuna, melhoramos significativamente a qualidade do áudio e aproveitamos e incluímos uma faixa bônus. Confiram...Agora segue para conhecimento dos amigos do blog, o álbum intitulado "I Will Survive", lançado no Brasil em 1979, pela gravadora CBS, contendo as seguintes canções: 

1. I will survive;
2. Reunited;
3. I want your love;
4. She believes in me;
5. Practice makes perfect;
6. If not for you;
7. Halleluja;
8. The twenty third psalm;
9. Little music box dancer;
10. Love you inside out;

Bônus:
11. Land of Make Believe.


Vejam também as outras postagens de Ray Conniff, no blog LaPlayaMusicde Ray Conniff:
http://laplayamusic.blogspot.com.br/search/label/Ray%20Conniff













Links:


domingo, 22 de setembro de 2013

POSTAGENS RECUPERADAS - REPOST

Segue mais uma série de postagens recuperadas, para atender aos amigos do Blog LaPlayaMusic, que não puderam ter acesso na época do compartilhamento. Desta vez, ao escolher e clicar na postagem que lhe interessar, há um link que lhe redireciona até a pagina da postagem no blog. 



Veja a lista de repostagens:

Postado em 09/10/2011


Postado em 27/11/2011


Postado em 15/01/2012


Postado em 26/02/2012


Postado em 08/03/2012


Postado em 20/03/2012


Postado em 23/04/2012



Postado em 20/05/2012


Postado em 30/05/2012


Postado em 02/06/2012


Postado em 02/06/2012

RAUL SEIXAS TRIBUTO - O INÍCIO, O FIM E O MEIO - 1991


O cantor e compositor brasileiro, Raul Santos Seixas, nascido em Salvador, no dia 28/junho/1945 e morreu em São Paulo, no dia 21/agosto/1989. É considerado um dos pioneiros do rock brasileiro. Também foi produtor musical da gravadora CBS, durante sua estada no Rio de Janeiro, e por vezes é chamado de "Pai do Rock Brasileiro" e "Maluco Beleza"

Sua obra musical é composta de 21 discos lançados em seus 26 anos de carreira e seu estilo musical é tradicionalmente classificado como rock e baião, e de fato conseguiu unir ambos os gêneros em músicas como Let Me Sing, Let Me Sing.
Seu álbum de estreia, Raulzito e os Panteras (1968), foi produzido quando ele integrava o grupo Os Panteras, mas só ganhou notoriedade crítica e de público com as músicas do álbum “Krig-ha, Bandolo! (1973)”, como Ouro de Tolo, Mosca na Sopa e Metamorfose Ambulante

Raul Seixas adquiriu um estilo musical que o creditou de "contestador e místico", e isso se deve aos ideais que vindicou, como a Sociedade Alternativa apresentada em “Gita (1974)”, influenciado por figuras como Aleister CrowleyRaul se interessava por filosofia (principalmente metafísica e ontologia), psicologia, história, literatura e latim e algumas crenças dessas correntes foram muito aproveitadas em sua obra, que possuía uma recepção boa ou de curiosidade por conta disso.

Ele conseguiu gozar de uma audiência relativamente alta durante sua vida, e mesmo nos anos 80 continuou produzindo álbuns que venderam bem, como “Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum! (1987)” e “A Panela do Diabo (1989)”, esse último em parceria com Marcelo Nova, e sua obra musical tem aumentado continuamente de tamanho, na medida em que seus discos (principalmente álbuns póstumos) continuam a ser vendidos, tornando-o um símbolo do rock do país e um dos artistas mais cultuados e queridos entre os fãs nos últimos quarenta anos. Em outubro de 2008, a revista Rolling Stone promoveu a Lista dos Cem Maiores Artistas da Música Brasileira, cujo resultado colocou Raul Seixas figurando a posição 19ª, encabeçando nomes como Milton Nascimento, Maria Bethânia, Heitor Villa-Lobos e outros. No ano anterior, a mesma revista promoveu a Lista dos Cem Maiores Discos da Música Brasileira, onde dois de seus álbuns apareceram “Krig-ha, Bandolo!”, de 1973 atingiu a 12ª posição e Novo Aeon ficou em 53º lugar , demonstrando que o vigor musical de Raul Seixas continua a ser considerado importante hoje em dia.

Raul Santos Seixas nasceu numa família de classe média baiana que vivia na Avenida Sete de Setembro, Salvador. Seu pai, Raul Varella Seixas, era engenheiro da estrada de ferro e sua mãe, Maria Eugênia Santos Seixas, se dedicava às atividades domésticas. Os estudos de Raul Seixas começaram em 1952, onde frequentou o curso primário estudando com a professora Sônia Bahia. Concluído o curso em 1956, fundou o Club dos Cigarros com alguns amigos. O trágico percurso escolar de Raul Seixas se iniciaria em 1957, quando ele ingressou no ginásio Colégio São Bento, onde foi reprovado na 2ª série por três anos. Um dos motivos da reprovação, segundo alguns biógrafos, é que ele, em vez de ir assistir as aulas, ouvia rock and roll — em seus primórdios — na loja Cantinho da Música. No mesmo ano, em 13 de Julho, Raul Seixas fundou o Elvis Rock Club com o amigo Waldir Serrão. Segundo a jornalista Ana Maria Bahiana, é através de Serrão que Raul Seixas começou a sair de casa e a manter uma vida social mais ampla. Segundo Raul, o encontro com Waldir foi fantástico: "me preparei todo, botei a gola pra cima, botei o topete, engomei o cabelo, e fiquei esperando ele, mascando chiclete". O Elvis Rock Club era como uma gangue, que procurava brigas na rua, fazia arruaça, roubava bugigangas e quebrava vidraças. Embora Raul não gostasse muito disso, "ia na onda, pois o rock (pelo menos a meu ver) tinha toda uma maneira de ser".

Então, a família resolveu matricular Raul num colégio de padres, o Colégio Interno Marista, onde ele alcançou a 3ª série em 1960, mas acabou repetindo o estágio em 1961. Ao que tudo indica nessa época Raul Seixas começou a se interessar pela leitura. O pai de Raul Seixas amava os livros e possuía uma vasta biblioteca em casa.Tão logo decifrou o mistério das letras, o garoto pôs-se a ler os volumes que encontrava na biblioteca do pai Raul. Sendo assim, as histórias que lia na biblioteca fermentavam sua imaginação e, com os cadernos do colégio, fazia desenhos, criava personagens, enredos, para depois vender ao irmão quatro anos mais novo, que acabava ficando interessado e comprava os esboços. Segundo Raul, um dos personagens principais dessas histórias era um cientista maluco chamado "Mêlo" (algo como "amalucado"), que viajava para diversos lugares imaginários como o Nada, o Tudo, Vírgula Xis Ao Cubo, Oceanos de Cores. Segundo Raul, Melô era sua "outra parte, a que buscava as respostas, o eu fantástico, viajando fora da lógica em uma maquinazinha em que só cabia um só passageiro... Melô-eu." Plínio ficava horas ouvindo o irmão contar suas histórias, dentro do quarto dos dois e Raul frequentemente encenava os personagens como um ator. Ambos os irmãos tinham algo em comum: adoravam literatura, mas odiavam a escola.

Mais tarde, já maduro, Raul Seixas diria: "Eu era um fracasso na escola. A escola não me dizia nada do que eu queria saber. Tudo o que aprendia era nos livros, em casa ou na rua. Repeti cinco vezes a segunda série do ginásio. Nunca aprendi nada na escola. Minto. Aprendi a odiá-la." De um modo ou de outro, Raul Seixas precisava frequentar a escola vez ou outra. Em uma determinada ocasião, o pai perguntou a Raul como ele ia na escola e pediu seu boletim. Raul mostrou um boletim falsificado, com todas as matérias resultando em um 10. O pai questionava se ele havia estudado, mas Maria Eugênia interrompia, dizendo algo como "Estudou nada, ficou aí ouvindo rock o tempo inteiro, essa porcaria desse béngue-béngue, de élvis préji, de líri ríchi e gritando essas maluquices." Os pais de Raul, como toda a geração da época, estranhavam o rocke ele não era muito bem-vindo entre as famílias.

Embora Raul mantivesse um gosto muito sincero pela música, seu sonho maior era ser escritor como Jorge Amado. Na sua cidade, escutavam Luís Gonzaga todos os dias, nas praças, nas casas, em todos os estabelecimentos. Enquanto isso Raul junta-se a cena do Rock que se formava em Salvador. "Em 54/55, ninguém sabia o que era rock. Eu tocava e me atirava no chão imitando Little Richard.". Com o passar do tempo a banda que chegou a ter diversos nomes, como “Relâmpagos do Rock”, formadas então pelos irmãos Délcio e Thildo Gama, passa por várias formações e em 1963, passa a se chamar “The Panters”, banda que agora já se tornara sensação de Salvador. A fama se espalha, e a banda é rebatizada pelo nome “Os Panteras”.

Em 1967 Raul Seixas começa um relacionamento com Edith Wisner, filha de um pastor protestante americano. O pai de Edith não aceita o namoro da filha. Em seis meses completa o segundo grau, faz cursinho pré-vestibular e passa em Direito, Psicologia e Filosofia. Com isso casa-se com Edith. Logo em seguida, abandona os estudos, volta a reunir os Panteras e aceita o convite de Jerry Adriani para ir para o Rio de Janeiro.

Em 1968, Raulzito e Os Panteras gravam seu primeiro e único Disco, Raulzito e Os Panteras. Assinando contrato com a gravadora Odeon, após encontrarem Chico Anysio e o rei Roberto Carlos, que os reconheceu nos corredores de uma grande gravadora. O Disco, no entanto, não teria sucesso de critica nem de público. Eládio Gilbraz, um dos panteras, diria: "De um lado havia a inexperiência de quatro rapazes, recém-chegados da Bahia, falando em qualidade musical, agnosticismo, mudança de conceitos e sonhos. Do outro lado, uma multinacional que só falava em "comercial". Talvez não tenha sido o disco que o grupo imaginara, mas nosso sonho era gravar um disco.

A partir daí, Raulzito e Os Panteras passariam sérias dificuldades no Rio de Janeiro. Raul morava em Ipanema, e ia a pé até o centro da cidade para tentar divulgar suas músicas, não obtendo sucesso. Algumas vezes os Panteras recebiam ajuda de Jerry Adriani, tocando como banda de apoio, o que, segundo o próprio Raul, lhe deu muita experiência e lhe ajudou a descobrir como se comunicar, pois suas "músicas eram muito herméticas". Raulzito passaria então fome no Rio de Janeiro (como mais tarde escreveria em Ouro de Tolo).

Raul Seixas estava totalmente abalado pelo fracasso com Os Panteras, e a sua volta a Salvador. Escrevia ele: "Passava o dia inteiro trancado no quarto lendo filosofia, só com uma luz bem fraquinha, o que acabou me estragando a vista [...] Eu comprei uma motocicleta e fazia loucuras pela rua.". No entanto, a sorte começaria a mudar, um dia, conhece na Bahia um diretor da CBS Discos. Mais tarde ele convidaria Raul para ser produtor da gravadora. Sem pensar duas vezes, ele faz as malas, junto a Edith, e volta para o Rio. Raul volta ao Rio para usar seus enciclopédicos conhecimentos de música como produtor fonográfico. Nos cadernos de composições de Raul começaria a ser alimentada uma revolução. Esta seria a segunda chance de Raul, apostando no talento do amigo, Jerry Adriani convence o então presidente da CBS, Evandro Ribeiro, a dar a Raulzito um emprego de produtor. Raulzito trabalhou anonimamente por um bom tempo.

Raul após ter entrado na CBS, fez grandes aliados e amigos. Ainda em 1968, a dupla “Os Jovens” e a banda “The Sunshines” apostaram em suas letras. No entanto, Raul faria um grande amigo e parceiro: Leno, da dupla Leno e Lilian. "Raulzito sempre esteve 20 anos adiante de seu tempo e Leno o compreendia; na verdade, sempre houve uma grande admiração mútua". Diria Arlindo Coutinho, da relações públicas da CBS. Em seu compacto duplo Papel Picado, lançado em 1969, Leno registrou Um Minuto Mais, versão de Raulzito para I Will (nada a ver com a canção de Paul McCartney). Também não se pode esquecer de Mauro Motta, outro grande parceiro de Raul nesta fase. Jerry Adriani decide convocar Raulzito para ser o produtor de seus discos. No álbum de 1969, aproveitou para gravar uma de suas músicas, Tudo Que É Bom Dura Pouco.

Naquela mesma época, outros ídolos da Jovem Guarda também apadrinharam Raulzito gravando suas letras como Ed Wilson, Renato e seus Blue Caps, Jerry Adriani, Odair José. O ano de 1970 marcou o início de uma fase muito ativa na carreira de Raulzito, como produtor da CBS. Primeiramente, suas composições passaram a ser gravadas pelos artistas do cast da gravadora. Passou o ano produzindo discos para Tony & Frankye, Osvaldo Nunes, Jerry Adriani, Edy Star e Diana, além de escrever uma quantidade enorme de músicas para os colegas da gravadora.

Algumas de muito sucesso, como Doce doce amor (Jerry Adriani), Ainda Queima a Esperança (Diana) e Se ainda existe amor (Balthazar). Raulzito nessa época passa a ter um bom emprego de respeitado produtor, que conseguira lançar suas composições como Hits na voz de outros cantores e produzir grandes artistas. Mas Raulzito não se conformava apenas com isso, com o apoio de Sergio Sampaio, Raul passa cada vez mais a realimentar os sonhos de quando ainda morava em Salvador, que era ser um cantor. Ao lado de Leno, Raulzito participa do disco “Vida e Obra de Johnny McCartney”, disco solo de Leno, em que ambos buscam novos caminhos e experimentações. Juntos assinam letras e composições em parcerias. Foi o primeiro Lp gravado em oito canais no Brasil. As letras do Disco foram censuradas, e o Disco não foi lançado na época. Outro projeto mal sucedido seria a “Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10onde Raul Seixas deu inicio a produção de um projeto de ópera-rock, tendo as letras mutiladas pela censura do Regime Militar. O Sociedade Grã Ordem Kavernista era um disco Anarquico, inspirado em Frank Zappa e o então cultuado Disco “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band”, dos Beatles misturado a elementos brasileiros, como samba, chorinho, baião. O Movimento no entanto não dera certo.

O álbum “Krig-ha, Bandolo!(1973), foi o primeiro disco de Raul com repercussão crítica e de público. No início dos anos 1970, Raul decide participar do Festival Internacional da Canção, de 1972, sendo convencido pelo amigo e parceiro Sérgio Sampaio. Raul inscreve-se no Festival duas de suas músicas, Let Me Sing, Let Me Sing , defendida pelo próprio Raul e Eu Sou Eu e Nicuri é o Diabo, defendida por Lena Rios & Os Lobos.

Ambas chegam a final, obtendo sucesso de critica e de público. Na época, Raul também se interessa por um artigo sobre extraterrestres publicado na revista A Pomba e teve o seu primeiro contato com o escritor Paulo Coelho, que mais tarde, se tornaria seu parceiro musical. No ano de 1973, Raul conseguiu um grande sucesso com a música Ouro de Tolo no álbum “Krig-ha, Bandolo!”, uma música com letra quase autobiográfica, mas que debocha da Ditadura e do "Milagre Econômico". O mesmo LP também continha outras músicas que se tornaram grandes sucessos, como: Metamorfose Ambulante, Mosca na Sopa e Al Capone. Raul Seixas finalmente alcançou grande repercussão nacional como uma grande promessa de um novo compositor e cantor.

Porém, logo a imprensa e os fãs da época foram aos poucos percebendo que Raul não era apenas um cantor e compositor. No ano de 1974, Raul Seixas e Paulo Coelho criam a Sociedade Alternativa, uma sociedade baseada nos preceitos do bruxo inglês Aleister Crowley, onde a principal lei é "Faze o que tu queres, há de ser tudo da Lei". No Hollywood Rock, festival de rock realizado no verão de 1975 no Rio de Janeiro, Raul lê um manifesto e canta a Sociedade Alternativa, o que foi registrado no documentário Ritmo Alucinante, lançado no mesmo ano. Em todos os seus shows, Raul divulgava a Sociedade Alternativa com a música de mesmo nome. A Ditadura, então, através do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) prendeu Raul e Paulo, pensando que a Sociedade Alternativa fosse um movimento armado contra o governo.

Depois de torturados, Raul e Paulo foram exilados para os Estados Unidos onde Raul Seixas teria supostamente se encontrado com John Lennon. No entanto, o seu álbum LP “Gita”, gravado poucos meses antes, faz tanto sucesso, que ambos voltaram ao Brasil. Esse disco rendeu a Raul um disco de ouro, após vender 600.000 cópias. Ainda nesse ano, Raul separa-se de Edith, que vai para os Estados Unidos, com a filha do casal, Simone.

Em 1975, casa-se com Gloria Vaquer, e grava o álbum “Novo Aeon”, onde Raul compôs uma de suas músicas mais conhecidas, Tente Outra Vez. O disco LP, porém, vendeu menos de 60 mil cópias. Em 1976, Raul supera a má-vendagem do disco anterior com o disco “Há Dez Mil Anos Atrás”. Neste mesmo ano, nasce sua segunda filha, Scarlet.

Naquele final de década as coisas começaram a ficar ruins para Raul. A parceria com Paulo Coelho é desfeita. O cantor lança três discos pela gravadora WEA (Warner Music Brasil), a partir de 1977, que fizeram sucesso de público e desgosto na crítica “O Dia Em Que A Terra Parou, que continha canções como Maluco Beleza e Sapato 36. Outros álbuns, Mata Virgem - 1978” (de volta com a parceria de Paulo Coelho, “Por Quem os Sinos Dobram - 1979”. Por volta deste período, intensifica-se a parceria com o amigo Cláudio Roberto Andrade de Azevedo (geralmente creditado como Cláudio Roberto), com quem Raul compôs várias de suas canções mais conhecidas.

A partir do ano de 1978, começa a ter problemas de saúde devido ao consumo exagerado de álcool, que lhe causa a perda de 1/3 do pâncreas. Separa-se de Glória, que vai embora para os Estados Unidos levando a filha Scarlet. Neste ano, conhece Tania Menna Barreto, com quem passa a viver. No ano de 1979, separa-se de Tania. Começa então a depressão de Raul Seixas junto com uma internação para tratar do alcoolismo. Conhece Angela Affonso Costa, a Kika Seixas, sua quarta companheira.

Em 1980 assina novamente contrato com a CBS (desta vez como cantor) lançando mais um álbum, “Abre-te Sésamo”, que contém outros sucessos e têm as faixas Rock das 'Aranha e Aluga-se,  censuradas. Logo depois o contrato é rescindido. Em 1981 nasce a terceira filha, Vivian, fruto de seu casamento com Kika.

Em 1982 faz um show na praia do Gonzaga, em Santos, reunindo mais de 150 mil pessoas. No mesmo ano, Raul apresenta-se bêbado em Caieiras, São Paulo, e é quase linchado pela platéia que não acredita que Raul é o próprio, mas um impostor. Desde 1980, Raul estava sem gravadora e agora também sem perspectiva de um novo contrato. Mergulhado na depressão, Raul afunda-se nas drogas. Porém, em 1983, Raul é convidado para gravar um disco pelo Estúdio Eldorado. Logo depois, Raul é convidado para gravar o especial infantil “Plunct, Plact, Zuuum”, da Rede Globo, onde canta a música Carimbador Maluco. O álbum Raul Seixas (1983), que continha a canção, dá à Raul mais um disco de ouro.

Em 1984 grava o álbum LP "Metrô Linha 743", pela gravadora Som Livre. Mas depois Raul teve as portas fechadas novamente, devido ao seu consumo excessivo de álcool e constantes internações para desintoxicação. Também em 1984 a Eldorado lança o disco “Ao Vivo - Único e Exclusivo”.

Em 1985, separa-se de Kika Seixas. Faz um show em 01/dezembro/1985, no Estádio Lauro Gomes, na cidade de São Caetano do Sul. Só voltaria a pisar no palco no ano de 1988, ao lado de Marcelo Nova. Conseguindo um contrato com a gravadora Copacabana, em 1986 (de propriedade da EMI), grava um disco que foi lançado somente no ano seguinte, devido ao alcoolismo de Raul. O disco”Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum! faz grande sucesso entre os fãs, chegando a ganhar disco de ouro e estando presente até em programas de televisão, como o Fantástico. Nesta época, conhece Lena Coutinho, que se torna sua companheira.

A partir desse ano, estreita relações com Marcelo Nova (fazendo uma participação no disco “Duplo Sentido”, da banda Camisa de Vênus. Um ano mais tarde, 1988, já separado de Lena, faz seu último álbum solo, “A Pedra do Gênesis”. A convite de Marcelo Nova, faz alguns shows em Salvador, após três anos sem pisar num palco. No ano de 1989, faz uma turnê com Marcelo Nova, agora parceiro musical, totalizando 50 apresentações pelo Brasil. Durante os shows, Raul mostra-se debilitado. Tanto que só participa de metade do show, a primeira metade é feita somente por Marcelo Nova.

As 50 apresentações pelo Brasil resultaram naquele que seria o último disco lançado em vida por Raul Seixas. O disco foi intitulado de “A Panela do Diabo”, que foi lançado pela Warner Music Brasil, no dia 22/agosto/1989.

Na manhã do dia 21/agosto/1989, Raul Seixas foi encontrado morto sobre a cama , por volta das oito horas da manhã em seu apartamento em São Paulo, vítima de uma parada cardíaca: seu alcoolismo, agravado pelo fato de ser diabético, e por não ter tomado insulina na noite anterior, causaram-lhe uma pancreatite aguda fulminante. O álbum LP “A Panela do Diabo vendeu 150.000 cópias, rendendo a Raul um disco de ouro póstumo, entregue à sua família e também a Marcelo Nova, tornando-se assim um dos discos de maior sucesso de sua carreira. Raul foi velado pelo resto do dia no Palácio das Convenções do Anhembi. No dia seguinte seu corpo foi levado por via aérea até Salvador e sepultado às 17 horas, no Cemitério Jardim da Saudade

Fontes: 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Raul_Seixas
http://casaderocknacional.blogspot.com
http://rockgratismp3.blogspot.com

Nesta postagem, compartilhamos o álbum tributo a Raul Seixa, intitulado “O Início, O fim e O Meio”, lançado em 1991, pela gravadora Sony Music, com o selo (label) Epic, com a participação de grandes cantores da música brasileira, tais como: RPM, Comando Negri, Alceu Valença, Caetano Veloso, Adriana Calcanhoto, Ney Matogrosso, Vange Leonel, Nenhum de Nós, Barão Vermelho, Erasmo Carlos,  Cidade Negra e Ultraje a Rigor. Em minha opinião, a diversidade de artistas, com releituras dos sucessos de Raul Seixas, não ficando restritas aos originais, foi muito positivo. Confiram as releituras das músicas Ouro de tolo, Maluco beleza, No fundo do quintal da escola e Rock das “aranha”. As músicas desse disco são as seguintes:

1. Gita (RPM);
2. Eu nasci há 10 mil anos atrás (Comando Negri);
3. Como vovó já dizia (Alceu Valença);
4. Ouro de Tolo (Caetano Veloso);
5. O trem das 7 (Adriana Calcanhoto);
6. Maluco beleza (Vange Leonel);
7. Tente outra vez (Nenhum de Nós);
8. No fundo do quintal da escola (Barão Vermelho);
9. Medo da chuva (Erasmo Carlos);
10. Mosca na sopa (Cidade Negra);
11. Rock das “aranha” (Ultraje a Rigor);
12. Metamorfose ambulante (Ney Matogrosso) – Bônus lançada na versão em Compact Disc - CD





LP Vinyl à venda:











Links: