2016

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domingo, 30 de junho de 2013

ALMANAQUE DA RÁDIO NACIONAL - LIVRO - 2007


Como já mencionado em postagens anteriores, a história da música brasileira é pouco pesquisada e registrada em livros. Felizmente a partir dos anos 2000, houve um acréscimo de obras que resgatam um pouco dessa história. Se compararmos com outros países nossa cultura a respeito deixa a desejar.

Sempre que posso venho adquirindo e lendo os livros a respeito. Dentro desse espírito de conhecer um pouco mais dessa história, me deparei com um livro muito interessante e importante, que relata um pouco sobre a história da rádio brasileira, focando principalmente a glamorosa e memorável Radio Nacional.

O livro em questão é a obra intitulada “Almanaque Rádio Nacional”, lançada em 2007, pela Editora Casa da Palavra, de autoria de Ronaldo Conde Aguiar. Conforme consta na sinopse do livro, a obra pretende ser o túnel do tempo da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, em forma de livro e disco em formato Compact Disc – CD.

Nele são descritos vários momentos da rádio, menciona as rainhas do rádio, tais como Marlene, Emilinha Borba, Dalva de Oliveira, incluindo o seus famosos narradores e radioatores que tiveram as suas vozes celebrizadas em programas, tais como, “O Direito de Nascer”, “Jerônimo o Herói do Sertão”, “O Sombra”, entre outros. Também, cita os programas de auditório e humorísticos onde foram revelados grandes artistas brasileiros. Alguns desses programas famosos foram a “PRK30”, “Balança Mas Não Cai”, que depois virou programa de televisão, “Tancredo e Trancado”, entre outros.

Dos ídolos criados podemos citar o grande e majestoso rei da voz, Francisco Alves, o eterno Luis Gonzaga, Orlando Silva, sem contar com os comunicadores, César de Alencar, Paulo Gracindo e outros citados no livro.

Ao ler esse livro, “Almanaque da Rádio Nacional”, em suas páginas e ouvir as 33 faixas de áudio (aberturas, trechos e vinhetas dos programas mais memoráveis), é possível se transportar àquela época áurea e fascinante da música brasileira e ter uma ideia do que foi a Era do Rádio. 

Recomendo a aquisição do livro, pois é uma obra para se guardar, no formato impresso.
As faixas de áudio são as seguintes:

1. Quando Canta o Brasil;
2. Noite de Estrelas (abertura);
3. Noite de Estrelas (encerramento);
4. Rádio Melodias Pond’s;
5. Um Milhão de Melodias (abertura);
6. Um Milhão de Melodias ( (encerramento);
7. Programa César de Alencar;
8. Gente que Brilha (abertura);
9. Gente que Brilha (encerramento);
10. Canção da lembrança;
11. Alvarenga e Ranchinho (abertura);
12. Alvarenga e Ranchinho (encerramento);
13. Cancioneiro do Leite de Rosas;
14. Curiosidades Musicais;
15. Dicionário Toddy;
16. Alma do Sertão;
17. Cancioneiro Royal – No mundo do baião (abertura);
18. Cancioneiro Royal – No mundo do baião (encerramento);
19. A Felicidade Bate a sua Porta;
20. Nada Além de Dois Minutos;
21. Jerônimo o Herói do Sertão;
22. A Vida de Nosso Senhor Jesus Cristo;
23. Rádio Almanaque Kolynos;
24. O Sombra (spot);
25. Edifício Balança Mas Não Cai (abertura);
26. Edifício Balança Mas Não Cai (encerramento);
27. PRK-30 (abertura);
28. Tancredo e Tancrado;
29. No Mundo da Bola;
30. Revista Old Parr (abertura);
31. Revista Old Parr (encerramento);
32. Honra ao Mérito;
33. Repórter Esso.




 














 Links:

 2007

sábado, 29 de junho de 2013

JOHNNY RIVERS AND L. A. BOOGIE BAND - LAST BOOGIE IN PARIS - 1974

Apesar de pouco badalado pela mídia musical, considero o cantor americano Johnny Rivers, um dos meus cantores preferidos. Suas interpretações sempre foram marcadas pela simplicidade e pela personalidade de sua voz. 

A nossa primeira postagem referente ao cantor ocorreu em 12/novembro/2011, onde descrevemos um pouco sobre a sua carreira. 

http://laplayamusic.blogspot.com.br/2011/11/johnny-rivers-very-best-of-2008.html

Agora vamos resgatar um álbum lançado no Brasil em 1974, em formato de vinyl, pela gravadora Som, com o selo (label) Building e posteriormente nos anos 1990 em Compact Disc - CD, pela gravadora AMD. Tanto um quanto o outro continham o show parcial realizado no dia 23 de maio de 1973, no Teatro Olimpia, em Paris.

Para os amigos que gostam do estilo desse cantor, é um álbum para não deixar de ser ouvido. A performance dos músicos tem que ser destacado, principalmente com o incremento dos metais nos arranjos das canções. Fiquei maravilhado com a interpretação de Summer Rain com um solo de trumpet, não existente na versão original. Há também  solos de saxofone em outras canções que deu um toque mais refinado e "black" nos arranjos. Só lamento não ter o material do show na íntegra. A produção coube ao próprio Johnny Rivers realizá-la. Vale a pena...
As principais canções do show estão contidas no disco e são as seguintes:

1. Sea cruise;
2. Over the line;
3. Barefootin';
4. Summer rain;
5. Long tall sally;
6. Walkin' blues
7. Take me in your arms;
8. John Lee Hooker.


Capa do álbum - Versão CD 



 Contra Capa do álbum - Versão CD



  Parte Interna do álbum - Versão LP - 1974



Contra Capa - Versão LP - 1974




   Parte Interna do álbum - Versão Alternativa 



 Contra Capa - Versão Alternativa



  Selo (label) Versão LP Brasil - 1974



 Selo (label) Versão LP USA - 1974

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quarta-feira, 26 de junho de 2013

ORQUESTRA ROMÂNTICOS DE CUBA - INTERNACIONAIS - VOLUME 3 - 2013

Sei que recentemente postei vários álbuns da Orquestra Românticos de Cuba, lançado pela famosa gravadora Musidisc, sob direção de Nilo Sérgio e segundo a lenda, tendo a maioria das orquestrações realizadas maestro Severino Araujo. 

Mas por solicitação de um amigo do blog, por ter apresentado os Volumes 1 e 2, no dia 22/maio/2013, ele agora me solicita que compartilhe também o Volume 3, intitulado "Internacionais". Ao amigo Nelson e a todos que apreciam essa orquestra, segue mais um. 

Desse volume, destaco as músicas My love for you e Petite Fleur. As faixas do disco são:

1. Se muy  bien que vendras / Santa;
2. My love for you / The ruby and the pearl;
3. Prima di dormirre bambina / Nel Blu Dipinto Di Blu;
4. Jalousie / Mar negro;
5. Dos perdidos / Rancheiro;
6. Hava naghila / My yiddishe momme;
7. Autumn love song / Misty;
8. Duas guitarras / Olhos Negros;
9. Petite fleur / Hindstan;
10. Tabu / A hora seremos felices.







Links:


terça-feira, 25 de junho de 2013

LAFAYETTE - APRESENTA OS SUCESSOS - VOLUME XIX - 1975

Ainda no espírito de comemorações, vamos compartilhar mais uma obra instrumental da época da Jovem Guarda. Apesar de não ser uma novidade na internet, esse álbum que estamos postando merece a disponibilização de melhor material. 

Nas postagens que obtive, constatei que só haviam arquivos das canções, com uma razoável qualidade, mas que poderia ser melhorado. Além disso, praticamente não havia nenhum material gráfico. Eu particularmente faço questão de ter todo o material, tanto áudio, quanto o gráfico. Mas o que pecava era a ausência da 12ª faixa do disco. 

O álbum que resgatamos trata-se do "Lafayette Apresenta os Sucessos - Volume 19", lançado no Brasil, pela gravadora CBS, com o selo (label) Entré. No México e Argentina foi lançado em uma versão intitulada "Super Exitos Por Lafayette - Volume 3". 

A nossa versão inclui a faixa 12, a capa recuperada e uma versão de contra capa alternativa em formato para CD. Infelizmente não tivemos como obter a contra capa do disco original e nem tampouco o selo. Fica aqui o convite para quem quiser colaborar. 

Para maiores informações sobre o instrumentista Lafayette, veja as nossas primeiras postagens.

As músicas que compõem esse disco são as seguintes:

1. La balanga;
2. Shame, shame, shame;
3. It's my first day without you;
4. Forever;
5. My eyes adored you;
6. Make it easy on yourself;
7. Bump me baby;
8. Se você voltar pra mim;
9. Mandy;
10. Laughter in the rain;
11. One day in your life;
12. El bimbo.







Links:

segunda-feira, 24 de junho de 2013

THE BIG SEVEN - JÓIA - VOLUME 8 - 1972

Para comemorar os 2 anos de existência do Blog LaPlayaMusic, nada melhor do que compartilharmos uma raridade. Desta vez apresentamos um álbum que ainda não tinha sido postado na Internet.

Trata-se do disco que faltava para completar a série lançada pelo grupo The Big Seven. É o volume 8, intitulado "Jóia", que foi lançado no Brasil em 1972, pela gravadora CBS, com o selo (label) Okeh. Esse foi um daqueles discos que tivemos que garimpar. Felizmente, obtivemos o material, exceto o selo, já que o que obtivemos estava todo riscado. Em minha opinião, os destaques desse disco é a música Quero voltar pra minha terra e a lindíssima foto da capa, que retrata a alegria e natureza.

Lembro que já compartilhamos todos os outros dez volumes (ver mais informações sobre The Big Seven, nas primeiras postagens). As músicas que compõem essa raridade são:

1. É tarde, muito tarde
2. Como pude te amar-te tanto (Sunday);
3. Quero voltar pra minha terra (Is this the way to Amarillo);
4. Mon amour, meu bem, ma femme / Silvia Leticia / Só você sabe o que eu sinto (Song, sung, blue) / Andarilho triste (Vagabundo vuelve);
5. Angela, la, la;
6. Em todas as arvores do mundo (En todos los arboles del mundo);
7. Ave Maria pro nosso amor;
8. Foi preciso / Seu vestido branco / Os brutos também amam / Vou mudar de vida (Don't want to say goodbye);
9. Canção dos namorados (El vals de las mariposas) / Concerto para um verão (Concerto pour um eté).








 Links:

1.000.000 ACESSOS - 2 ANOS DE BLOG



 
Amigos do Blog

Esta postagem trata de um momento especial do Blog. Estamos comemorando 2 anos de vida e a marca de mais de 1.000.000 de acessos. 

Neste período foram muitas conquistas e dificuldades. Conseguimos resgatar várias obras com predominância ao acervo da Jovem Guarda e Orquestras e principalmente fazer muitos amigos.

Foram mais de 550 postagens. Algumas inéditas na rede.

Entretanto, tivemos dificuldades. Houve momento em que tivemos a interrupção arbitrária de dois servidores e fomos obrigados a repostar mais de 350 links. Nessa hora bateu a vontade de desistir...

De qualquer forma, nossa persistência obteve sucesso. Foram muitos os comentários de apoio, elogios e colaborações. Amigos mais ativos tais como: Chico, Geraldo, Druca, Peter Hammil, Alberto, Marcus, Vicente, Claudemir, Asdrúbal, e tantos outros que me perdoem se não os citei, bem como os anônimos. Também agradeço aos 100 fieis seguidores registrados. 

Aproveito para agradecer a todos os amigos de diversas nacionalidades que efetivaram doações, via Paypal, permitindo que pudéssemos adquirir material e álbuns raros e pagássemos por servidores mais confiáveis.

A todos... o nosso Muito Obrigado.


domingo, 23 de junho de 2013

ORQUESTRA ROMÂNTICOS DE CUBA - NA ITÁLIA (PRIMEIRA EDIÇÃO) - 1965

Aproveitando que na postagem anterior apresentamos um álbum editado pela gravadora Musidisc, desta vez compartilhamos um álbum da mesma gravadora, da famosa Orquestra Românticos de Cuba

Apesar desse álbum já ter sido postado em outros blogs, tais como o "Only Instrumental" e o "Bau de Longplaying", eu resolvi reapresenta-lo. Nos outros blogs foram mostrados a segunda edição do disco, onde na capa constava o rosto de uma bela loira. 

Entretanto, a primeira edição a capa e o selo (label) eram diferentes, como podem ver abaixo. A primeira versão continha na capa um bela morena com chapéu e manto, com uma foto estilizada de uma cidade italiana estilada, que acredito ser Roma, colocada a esquerda da capa.

Destaco os belos arranjos realizados para canções italianas. Vale a pena ouví-las. O álbum foi lançado em 1965, pela gravadora e selo Musidisc, com produção de Nilo Sérgio. As canções do disco são as seguintes:

1. Sapore di sale / Tornerai Suzie;
2. Sta sera pago io / Io che anmo solo te;
3. Arriverderci Roma / O sole mio;
4. Ti guardero nel cuore (More) / Al di lá;
5. Piove / Conoscerti;
6. Aria di neve / La Dulce estate;
7. Senza fine / Una lacrima sul viso;
8. Prima di dormire bambina / Nel blu dipinto di blu;
9. Addormentarmi cosi / L'abito blu;
10. Nessuno al mondo / Arrivederci.


 Capa Primeira Edição - 1965




Contra Capa Primeira Edição - 1965



Selo (Label) Primeira Edição - 1965




Capa Segunda  Edição - 1965




Contra Capa Segunda Edição - 1965



Selo (Label) Segunda Edição - 1965
Links:

quarta-feira, 19 de junho de 2013

THE LOVERS (ED LINCOLN) - LOVER - VOLUME 2 - 1961

Quando postamos uma coletânea com sucessos de Ed Lincoln, no dia 22/novembro/2012, comentamos que o ele tinha gravado vários álbuns com pseudônimos. Um desses pseudônimos foi "The Lovers". 

Desta vez, vamos compartilhar o disco "Lover - Volume 2", lançado originalmente em 1961, pela gravadora Musidisc, com o selo (label) Nilser, que eram as primeiras silabas do nome do produtor Nilo Sérgio. O disco foi relançado anos depois com selo (label) Musidisc e lançado pela Sigla. Infelizmente não há informação dessa data no disco. 

Como sempre, é mais um disco que merece ser ouvido, apesar das limitações no áudio, já que o material que obtive não me permitiu obter melhor qualidade. Para compensar, estou incluindo o material gráfico das duas versões lançadas. Particularmente, gostei mais da segunda versão de capa. As músicas do disco são:

1.It had to be you / I love you / I'll see you in my dreams / Bye, bye blackbird;
2. Tender is the night;
3. Amado mio;
4. The dream of olwen;
5. Bolero / Dans mon ile / Tu, mi delirio;
6. Autumn love song;
7. El manisero;
8. Ebb tide



Capa Álbum lançado nos anos 1970 (sem data específica) 




Contra Capa Álbum lançado nos anos 1970 (sem data específica) 




 Contra Capa Versão para CD - LaPlayaMusic


Selo (label) Álbum lançado nos anos 1970 (sem data específica) 


  
 Parte Interna do Álbum lançado em 1961




 Capa Álbum lançado em 1961 - Selo Nilser




 Contra Capa Álbum lançado em 1961 - Selo Nilser





Envelope Interno do disco, lançado em 1961 - Selo Nilser



Selo (label) do álbum lançado em 1961 - Selo Nilser
Links:

segunda-feira, 17 de junho de 2013

GRANDES ESTRELAS DA MPB - VÁRIOS - 1989

Um dos fatos que tenho como boa lembrança foi quando surgiu a tecnologia do Compact Disc - CD. Tirando a polêmica que se faz sobre as virtudes de cada mídia, principalmente entre o CD e o Vinyl, o fato é que na época foi um acontecimento. 

Poder ouvir música sem chiados, riscos e melhora amostragem de qualidade foi um grande atrativo. Muitos com eu, chegaram a vender os seus vinys Long Playing - LP, substituindo-os pelos CDs. É claro que hoje me arrependo. No entanto, gosto do CD, assim como também gosto do Vinyl. Acredito que são duas mídias que podem conviver, com suas vantagens e desvantagens.

Mas ainda sobre a empolgação do CD, naquela época comprar o aparelho (player) não era para qualquer um, pois como toda nova tecnologia, ela chega ao mercado com altos preços. Em 1989, comprei um desses brinquedinhos, de marca Philips, já que era quem detinha o "expertise" da tecnologia. 

O modelo era o CD 471, cor preta, com opção de um prateado. Junto com o aparelho e manual, vinha como brinde um CD, contendo uma compilação dos melhores artistas da gravadora Polygram, que lançava seus álbuns pelos selos (label) Philips e Polydor, realizado pela primeira fábrica de discos CD's do Brasil, a Microservice.

O interessante é que após tanto tempo, ainda mantenho esse disco em minha coleção e quando me dou conta ele está no meu carro para ouvi-lo.  Assim, resolvi compartilhar esse disco com os amigos do blog e daqueles que tiveram a oportunidade de ter um Player Philips CD-471. 

Para aqueles que não tiveram oportunidade de ler os artigos que compartilhamos anteriormente e que tratam sobre a indústria do disco e a posição atual do vinyl, aqui segue os links para acessá-los:

UMA VISÃO GERAL DA INDÚSTRIA FONOGRÁFICA MUNDIAL
A FORRA DO VINIL
As músicas que compõem o disco "Grandes Estrelas da MPB - Edição Especial", lançado em 1989, pela gravadora Polygram, com o selo Philips, são:

1. Folhas secas (Elis Regina);
2. Coisa mais linda (Caetano Veloso);
3. Olha (Gal Costa);
4. Dindi (Antônio Carlos Jobim);
5. Canção da despedida (Elba Ramalho);
6. Vereda tropical (Ney Matogrosso);
7. Nos bailes da vida (Fafá de Belém);
8. Raça (Milton Nascimento);
9. Samba da benção (Vinicius e Toquinho);
10. Eu só quero um xodó (Gilberto Gil);
11. Pra você não me esquecer (Alcione);
12. Daquilo que eu sei (Ivan Lins);
13. Olhos nos olhos (Maria Bethânia);
14. Gente humilde (Chico Buarque);
15. Que maravilha (Jorge Ben);
16. Azul da cor do mar (Tim Maia)












Links:

domingo, 16 de junho de 2013

BOBBY DE CARLO - A PASSO DE GIGANTE - 1968

Ao longo da existência desse blog, temos enfatizado as obras de orquestras e do Movimento Jovem Guarda. Assim não poderíamos deixar de citar o cantor Bobby De Carlo. Ou melhor, Roberto Caldeira dos Santos, que nasceu em São Paulo/SP, no dia 30 de junho de 1945.

Bobby desde garoto tinha tendência para a música. Os primeiros acordes no violão foram orientados por seu pai, que não reclamava em perder alguns minutos por dia para ensiná-lo. Filho do Senhor Custódio que, como amador, tocava violão e violino. Desde pequeno o jovem Roberto junto com sua mãe Dona Zilah, passava horas ouvindo o Seu Custódio executar ao violão músicas de Dilermando Reis.

O jovem Roberto não se limitava apenas a gostar das músicas, porém principalmente pela maneira de seu pai tocar e pelos acordes apresentados, onde despertou o seu interesse em aprender a tocar violão. Do violão para guitarra elétrica foi um pulo. Aos 14 anos com alguns amigos formaram um conjunto, como era chamado as bandas da época, pois o Rock And Roll começava no país e entre os jovens havia uma grande aceitação. Convidado por um amigo, o grupo realizou um teste na gravadora Odeon. Apesar do resultado não ter sido, aquele fato foi o início do interesse pela música. Além de tocar guitarra, ele também cantava o que despertou o interesse da Odeon, e assim incluí-lo no elenco de jovens artistas da gravadora.

A primeira condição da gravadora foi colocar um nome artístico para o jovem Roberto. Coube ao cantor Tony Campello em batizá-lo com o nome de Bobby De Carlo. Ele gravou seu primeiro disco no ano de 1960 pela Odeon, e sua gravação Oh Eliana, de Marcucci, De Angelis e Sérgio Freitas, ainda em 78 rpm, conseguiu um relativo sucesso. Gravou ainda Quero amar, uma versão de Fred Jorgem, para música de Deane e Weisman. No ano seguinte, gravou a canção Broto feliz, de Marcucci, De Angelis e Sérgio Freitas e Amor de brotinho, de Ballard e Hunter, com versão de Sérgio Freitas. Os resultados dessas últimas gravações entretanto não foram muito favoráveis.

Voltou as suas origens de músico e junto com Jurandir, José Paulo e Primo, formou um novo grupo de Rock, que inicialmente chamava-se “The Vampir’s”, onde tocavam todos os sábados, no Programa “Ritmos para a Juventude”, na Rádio Nacional de São Paulo, que tinha grande audiência e era apresentado por Antonio Aguillar. Depois de algum tempo, o nome do grupo foi mudado definitivamente para “The Jet Black’s”. Porém, por dificuldades impostas por compromissos profissionais, Bobby De Carlo teve que abandonar temporariamente a carreira, dedicando-se exclusivamente aos estudos. Resolveu então afastar-se do canto e dedicar-se mais aos estudos de violão e contrabaixo. Viajou por quase todo o país, além de percorrer o exterior.

Em junho de 1966, recebeu o convite da gravadora Mocambo, para a realização de um disco simples. A música escolhida foi Tijolinho. Essa canção tornou o seu maior sucesso, tendo sido composto por Wagner Tadeu Benatti, “Bitão", um rapaz de apenas 16 anos de idade, que mais tarde faria parte do grupo "Pholhas".

A música Tijolinho foi laureado com o "Troféu Chico Viola", em 1966, da TV Record de São Paulo. Este disco foi solicitado por carta pela BBC de Londres e imediatamente enviado pela Mocambo. A canção teve ótima receptividade por parte do público e logo se colocou em todas as paradas de sucesso do país.

Em seguida, Bobby De Carlo realizou sua segunda gravação pela gravadora Mocambo, A Boneca que diz não. Contratado pela TV Record, Bobby foi presença constante nos dois programas de sucesso na época da Jovem Guarda, que eram “O Pequeno Mundo de Ronnie Von” e “Jovem Guarda”. Era o único artista que participava dos dois programas. Fora chamado para o primeiro, e quem atuava em um não podia participar do outro, pois rezava lenda, havia uma rixa entre os apresentadores dos programas. Mas por exigência de Carlos Manga, um dos diretores da emissora, Bobby De Carlo acabou se tornando exceção à regra.

Outras músicas de relativo sucesso foram Bonequinha, versão de Pretty Woman, de Roy Orbison, em versão dos irmãos Márcio e Ronald Antonucci (Os Vips), Cuidado para não derreter, de Getúlio Cortes, O Pesadelo, de Henrique Serafian, Não vou me entregar, de Marcos Roberto e Dori Edson, entre outras.

Em 1969, transferiu-se para a gravadora Odeon, onde lançaria apenas alguns singles. Participou, no auge do movimento da Jovem Guarda, do filme “Juventude e Ternura”, ao lado de Wanderléa e Anselmo Duarte, como um dos protagonistas. Afastou-se dos estúdios, dedicando-se a atividades comerciais e até de garimpo (esteve por um tempo em Serra Pelada). Posteriormente, seguiu sua trajetória artística, apresentando-se em shows e em cruzeiros marítimos, atividade que já havia realizado no início da carreira.

Em 1994, regravou a canção Tijolinho para uma caixa comemorativa referente aos 30 anos do Movimento Jovem Guarda e que foi lançada pela gravadora Universal. No ano de 1995 participou do CD "Jovem Guarda ao Vivo", também celebrando o movimento que o revelara. Atualmente, mora em São Paulo, ainda apresenta-se esporadicamente e tem estado envolvido em atividades publicitárias.

Fonte de consulta: http://www.mafiarocker.com

Nesta postagem, apresentamos o último álbum, antes de retornar para a gravadora Odeon, que foi lançado em 1968, pela gravadora Rozenblit. O disco não obteve o sucesso esperado e é possível sentir as limitações do artista nas gravações e principalmente as limitações técnicas de finalização (mixagem) da gravação. Em minha opinião, os destaques dessa seleção são as músicas A passo de gigante, Yummy, yummy e Fingimento. Era composto pelas seguintes canções:

1. A passo de gigante;
2. Selado com amor;
3. Sei que você está chorando
4. Marina;
5. Triste adeus;
6. Amargo fim;
7. Yummy, yummy, yummy;
8. Penso em você;
9. É de mim que você precisa;
10. Fingimento;
11. Prá te ver;
12. Bem feito, meu bem.














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