2016

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quinta-feira, 12 de março de 2015

INEZITA BARROSO - RAÍZES SERTANEJAS - HOMENAGEM - 1998

Morre em SP a cantora Inezita Barroso

Apesar de tardia, segue a nossa homenagem a grande artista da música sertaneja autêntica brasileira.

Ela tinha 90 anos e apresentou por mais de 30 anos o programa 'Viola, minha viola'. A cantora estava internada no Hospital Sírio-Libanês desde 19 fevereiro.
A cantora e apresentadora Inezita Barroso morreu na noite deste domingo (8), aos 90 anos, informou a assessoria do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Inezita estava internada desde 19 fevereiro e completou 90 anos no último dia 4 de março. Ela deixa uma filha, Marta Barroso, três netas e cinco bisnetos.

Em dezembro, a cantora foi hospitalizada após cair dentro da casa em que estava hospedada em Campos do Jordão, no interior de São Paulo. Na ocasião, de acordo com o hospital, ela teria caído da cama e apresentava dores nas costas.

Inezita Barroso é considerada uma das principais cantoras da música sertaneja brasileira. É reconhecida como a mais antiga e mais importante expressão artística da música caipira no País. Ela nasceu em São Paulo e fez carreira no rádio e na televisão, além de passagens pelo cinema e teatro, onde atuou e produziu espetáculos musicais. Em novembro de 2014, ela foi eleita para ocupar uma das cadeiras na Academia Paulista de Letras.

Inezita Barroso, cujo nome de batismo era Ignez Magdalena Aranha de Lima, nasceu em 4 de março de 1925, em São Paulo. Ela começou a cantar aos sete anos e, aos onze, passou a estudar piano. A carreira ganhou força já durante os anos 1940, quando cantava músicas folclóricas compiladas por Mário de Andrade, na Rádio Clube do Recife. Em 1950, começou a atuar na Rádio Bandeirantes.

O primeiro disco veio em 1951, com músicas como "Funeral de um Rei Nagô" e "Curupira”.
Mas foi dois anos depois que vieram dois de seus maiores sucessos. Ela gravou Marvada pinga, de Cunha Jr; e Ronda, de Paulo Vanzolini.

Em 1954, passou a apresentar programas sobre folclore. O ano de 1958 foi o da gravação de Lampião de gás. Ao todo, lançou 80 discos, com mais de 900 músicas. Inezita estreou como atriz no filme "Angela", de Tom Payne e Abílio Pereira de Almeida, em 1950. Três anos depois, participou dos filmes "Destino em apuros", de Ernesto Remani; e "Mulher de verdade", de Alberto Cavalcanti. Esteve também em "É proibido beijar", de Ugo Lombardi e "O craque", de José Carlos Burle. Outra produção em sua filmografia foi "Carnaval em lá maior", de Adhemar Gonzaga.

Além da música e das artes cênicas, Inezita se graduou em Biblioteconomia e, de 1982 a 1996, deu aulas de Folclore na Universidade de Mogi das Cruzes. A partir de 1983, ela se tornou professora na Faculdade Capital de São Paulo. Em 1956, publicou o livro "Roteiro de um violão".

Ela continuou gravando programas de TV e lançando músicas. Para as novas gerações, era mais conhecida como a apresentadora do programa "Viola, minha viola", no ar na TV Cultura desde 1980. Os primeiros apresentadores foram Moraes Sarmento e Nonô Basílio, mas logo ela começou a participar. Depois, passou a apresentar sozinha.

Nesta postagem, para homenageá-la apresentamos o álbum "Raízes Sertanejas", que contém uma seleção de seus maiores sucessos e de grandes clássicos da música sertaneja, lançado em 1998, pela gravadora EMI/Copacabana Discos. Vale a pena conferir. 

As músicas contidas no disco são as seguintes:

1. Lampião de gás;
2. Moda da pinga (Malvada pinga);
3. Engenho novo;
4. Prenda minha;
5. Tristeza do Jeca;
6. Fiz a cama na varanda;
7. De papo pro ar;
8. Azulão;
9. Pezinho;
10. Balaio;
11. Na Serra da Mantiqueira;
12. Luar do sertão;
13. Mestiça;
14. Peixe vivo;
15. Negrinho do pastoreio;
16. Meu limão, meu limoeiro;
17. Chitãozinho e Xororó;
18. Chico mineiro;
19. O menino da porteira;
20. Rio de lágrimas. 






















Inezita Barroso (04/Mar/1925 - 09/Mar/2015)


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