2019

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sexta-feira, 19 de julho de 2019

THE BELLS - THE BELLS (1988) REPOST

Atendendo a pedidos, e com melhorias, reapresentamos o álbum "The Bells", lançado no Brasil, em 1966, pela gravadora RCA Victor e em 1968, relançado pela gravadora RGE Fermata, pelo selo Premier e posteriormente em 1988, também pela gravadora RGE.

Esse disco, o segundo da banda, tem apenas quatro músicas instrumentais e os destaques das rádios e programas de TV foi a música O Muro de Berlim, de Roberto e Erasmo Carlos e O Homem de Virginia, tema do filme de faroeste com o mesmo nome da TV da época. 

Para quem não conhece The Bells segue um pouco de sua história. Foi um conjunto vocal / instrumental de São Paulo, formado por Carlos Alberto Belmonte (guitarra solo), Nilo Antonio Alves - Reverendo (guitarra ritmo), Sebastião de Souza - DiSouza (contrabaixo), José Mathias - Zézinho (sax) e Ariovaldo Ambrósio -m Ary (bateria). Na gravação do segundo disco passou a fazer parte da banda no sax, Antonio Tergolim - Tergolo.

No seu primeiro disco, lançado pela RGE em 1963, denominado "Proibido Para Maiores de 18 Anos", a banda estreou o equipamento eletrônico considerado um dos mais caros na época. O repertório desse álbum segue desde a música russa Dark eyes, com arranjos dos The Bells, onde o sax de Zezinho (José Mathias) se destaca. Outra música, Hully gully bells, composição de Carlos e Nilo, mostrou qualidade e a capacidade de ambos. Também é possível ouvir belos solos em Apache, Blue star Gonzalez. O disco foi um marco no gênero.

Posteriormente, lançaram em 1968, um terceiro álbum em formato Long Playing - Lp, pela gravadora RCA Victor, chamado "Poder Jovem" e participaram nesse mesmo ano do filme "Bebel a Garota Propaganda".

As músicas que compõem  a seleção do disco da postagem são as seguintes:

1. O muro de Berlim;
2. Capri C'est fini;
3. Girl;
4. Este anel de diamante (Diamond ring);
5. Carcereiro, quero água (Jailer, Bring Me Water);
6. Bye , bye baby;
7. O homem de Virgínia;
8. Ring dang doo;
9. Bittersweet samba;
10. O relógio do vovô (My grandfathers clock);
11. Não me aborreça (Don't brother me);
12. Dance o dive (Do the dive);

Bônus do blog:
13.  I Can't Control Myself.






 Capa (Front) Lp The Bells - Edição Brasil 1988





 Contra Capa (Back Cover) Lp The Bells - Edição Brasil 1988






 Selo (Label) Lp The Bells - Edição Brasil 1988







 Capa (Front) Lp The Bells - Edição Brasil 1966





Contra Capa (Back Cover) Lp The Bells - Edição Brasil 1966





 Selo (Label) Lp The Bells - Edição Brasil 1966





 Contra Capa (Back Cover) Lp The Bells - Edição Brasil 1968





Selo (Label) Lp The Bells - Edição Brasil 1968 





 Capa (Front) Ep The Bells - Edição Brasil 1966






The Bells  (1961)





 The Bells  (1957)





The Bells by Xico


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quarta-feira, 17 de julho de 2019

MÚSICA PARA AMAR - VARIOUS ARTISTS (1973) REPOST

Nesta postagem, reapresentamos uma compilação de músicas "Easy Listening", da série lançada no Brasil pela gravadora CBS, cujo título era "Música Para Amar". Certamente irão se lembrar dessa série ao ver a capa e as suas faixas. Este álbum que foi lançado no Brasil, em 1973, pela gravadora CBS.

O disco contém os nomes mais representativos desse estilo de música, que vigorou nos anos 1970, tais como: Orquestra Caravelli, Percy Faith Orquestra, Ray Conniff Orquestra e Côro, André Kostelanetz e Orquestra, Andy Ross Orquestra, Johnny Mathis e Andy Williams.

Dessa seleção não posso deixar de destacar as minhas preferidas: Sleepy shoresLady sings the bluesClair, Remember e I need you. A seleção completa é composta das seguintes músicas e respectivos intérpretes:

1. Do you love me - Caravelli Orquestra;
2. My love - Percy Faith Orquestra;
3. Remember - Johnny Mathis;
4. Sleepy shores - Andy Ross Orquestra;
5. Lady sings the blues - André Kostelanetz e sua Orquestra;
6. Clair - Ray Conniff e os Cantores;
7. Killing me sftly with her song - Percy Faith Orquestra;
8. You're lady - Johnny Mathis;
9. Me and Mrs. Jones - André Kostelanetz e sua Orquestra;
10. Fantasie pour cordes - Caravelli Orquestra;
11. I need you - Andy Williams;
12. You are the sunshine of my life - Ray Conniff e os Cantores.
















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HUDSON BROTHERS - SO YOU ARE A STAR (1974)

Nesta postagem, apresentamos o disco compacto duplo, do grupo americano, Hudson Brothers, lançado no Brasil, em 1974, pela gravadora Copacabana, pelo selo Casablanca Records.

O grupo Hudson Brothers fez muito sucesso em meados da década de 1970. Surgiu em Portland, Oregon, USA e era formado pelos irmãos Bill, Brett e Mark Hudson. 

O primeiro nome da banda foi The New Yorkers e em 1967 lançaram os inexpressivos singles When I’m Gone, Mr. Kirby e Show Me The Way to Love, pela Scepter Records.  Em seguida, no ano de 1968, já por outra gravadora, a Jerden Records lançaram os singles Adriane e Land of UrDepois em 1969, lançaram Lonely e I Guess The Lord Must be in New York City, respectivamente pelas gravadoras Warner Brothers e Decca Records

Em 1970, na gravadora Decca Records, mudam o nome, passando a se chamar “Everyday Hudson”. Nesse mesmo ano lançam a canção Love is The Word. Em 1971, por ocasião do lançamento da música Love Nobody, na gravadora Lionel Records, o nome do grupo foi encurtado para “Hudson”, ficando por três anos com esse nome. Em 1973, assinaram com a gravadora Rocket Records, de Elton John, lançando as canções If You Really Need Me e Sunday Driver, que foram produzidas por Bernie Taupin e distribuídas na Europa, principalmente na França.

A primeira vez que utilizaram o nome “Hudson Brothers” ocorreu em setembro de 1974, quando lançaram o grande sucesso do grupo, a bela canção So You Are A Star, pela Casablanca Records. Essa música foi sucesso imediato em vários países e chegou a alcançar o nº 21 da lista da Revista Bilboard. No ano seguinte, outro sucesso Coochie Choochie Coo

Os seus sucessos foram influenciados pelos Beatles e principalmente por Paul McCartney foram So You Are a Star (1974), Rendezvous (1975), Lonely School Year (1975) e Help Wanted (1976

Entretanto o sucesso foi meteórico e não conseguiram nos anos seguintes emplacar novos sucessos. Chegaram a mudar novamente nome, retomando o nome “Hudson” e de gravadoras, passando pela Arista Records e culminado na Columbia Records, no ano de 1983.

Aproveitando o sucesso obtido com a música So You Are a Star, no período de julho de 1974 a agosto de 1975, estrelaram na televisão CBS o programa “The Brothers Hudson Show” e “The Hudson Brothers Razzle Dazzle”. Esse segundo programa foi em 2008 relançado em formato DVD. Também tiveram participações em comédias televisivas e atuaram no filme de horror/comédia, chamado Hysterical, lançado em 1983.

Um dos integrantes do grupo, Bill Hudson foi casado com a atriz Goldie Hawn e posteriormente com Cindy Williams. Já Mark Hudson seguiu a carreira de escritor e produtor musical, tendo trabalhado com Aerosmith e Ringo Star. Já Brett Hudson continua envolvido com a produção de programas de TV e em atividades diversas no cenário musical.

As músicas que compõem esse compacto dupplo são as seguintes:

Lado A:
01. So you are a star; 
02. Sometimes the rain will fail;

Lado B:
03. Three of us;
04. Coochie coochie coo.





























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terça-feira, 16 de julho de 2019

ORQUESTRA BRASILEIRA DE ESPETÁCULOS - HOJE - APRESENTA MÚSICAS DE FILMES (1969) REPOST

Atendendo a pedidos, reapresentamos o raro álbum "Hoje - Apresenta Músicas de Filmes", da Orquestra Brasileira de Espetáculos - OBE. Essa orquestra era composta por músicos do estúdio da gravadora CBS Brasil e se notabilizou por fazer arranjos orquestrais dos principais discos do cantor Roberto Carlos, lançados principalmente na década de 1970. 

O disco foi lançado no Brasil, em 1969, pela gravadora CBS. Destaco para a boa seleção de trilhas de filmes clássicos do cinema mundial da época. As músicas que compõem esse disco são as seguintes:

1. Tonight (do filme West Side Story - Amor, Sublime Amor);
2. Love me leave me (do filme Ama-me ou Esquece-me);
3. Tender is the night (do filme Suave é a Noite);
4. Come september (do filme Quando Setembro Vier);
5. Fascinação (do filme Amor na Tarde);
6. Inviation (do filme O Convite);
7. Temptation (do filme Delírio em Hollywood);
8. Maria (do filme West Side Story - Amor, Sublime Amor);
9. Moon river (do filme Bonequinha de Luxo);
10. Love letters (do filme Um Amor em Cada Vida);
11. Lover (do filme Ama-me Esta Noite);
12. September song (do filme Revolucionário Romântico).

















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domingo, 14 de julho de 2019

ORQUESTRA ROMÂNTICA TROPICAL - BOLEROS SÓ BOLEROS - VOLUME 2 (1976)

O álbum desta postagem é mais uma obra de estúdio, denominada Orquestra Romântica Tropical. Provavelmente, seus integrantes não mencionados no disco, também participaram da Orquestra Brasileira de Espetáculos, Orquestra Tropicana e Orquestra Serenata Tropical, todas orquestras de estúdio e que integrava o cast da gravadora CBS.

O raro disco que apresentamos é denominado "Boleros Só Boleros" e foi lançado no Brasil, em 1976, pela gravadora CBS, pelo selo Tropicana. Em minha opinião, o destaque ficou por conta do design gráfico da capa, com influência do psicodelismo que predominou no final dos anos 1960 a meados dos anos 1970. Posteriormente, foi lançado uma coletânea popular de 20 sucessos, no formato Compact Disc - CD, com uma capa horrorosa e sem nenhuma informação.  

A ótima seleção de boleros que compõem o disco são as seguintes:

01. Aquelles ojos verdes;
02. Quiereme mucho;
03. Perfidia;
04. Tres palabras;
05. Nuestro juramento;
06. La barca;
07. Toda una vida;
08. Tu me acostumbraste;
09. Nunca jamas;
10. Sin ti;
11. Que te vaya bien;
12. Desesperadamente.
















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quinta-feira, 11 de julho de 2019

ED LINCOLN - DON PABLO DE HAVANA (1960)

Nesta postagem, apresentamos mais um álbum do instrumentista brasileiro Ed Lincoln, utilizando como pseudônimo Don Pablo de Havana, um dos inúmeros nomes que utilizou para lançar os seus discos, principalmente quando estava sob contrato da gravadora Musidisc, cujo produtor Nilo Sérgio usava esse artifício como forma mercadológica, levando os consumidores apreciadores dessas obras a pensarem que eram orquestras internacionais.

Ed Lincoln se destacou em sua carreira tocando órgão elétrico e foi considerado o Rei dos Bailes, nas noites cariocas, principalmente nas domingueiras dançantes do Clube Monte Líbano e se torna um dos maiores vendedores de disco do país na época.

Eduardo Lincoln Barbosa nasceu em Fortaleza, Ceará, no dia 31/03/1932 e faleceu em 2012. Antes de ser músico trabalhou como revisor e redator do Jornal do Povo, em sua cidade natal. Já no Rio de Janeiro, sua carreira deu início, quando ele tocava contrabaixo no conjunto da Boate Plaza, acompanhando as feras da bossa nova Johnny Alf, Luiz Eça (Tamba Trio) e Dick Farney. Logo passa a tocar piano e em seguida o órgão elétrico, instrumento que o consagrou definitivamente.

Em 1955, formou o seu próprio grupo musical e no período de 1955 a 1958 atuou na Boate Drink. Foi o responsável pelos acompanhamentos musicais das gravações dos então iniciantes Claudete Soares e Baden Powell.

Já com alguns discos de sucesso em seu currículo musical, em 1960, Ed Lincoln é contratado pela gravadora Musidisc, do produtor Nilo Sérgio, onde além de lançar seus discos, ele assumiu a função de diretor musical. Lançou vários álbuns, com boas vendagens, utilizando de pseudônimos, que muita gente nem sabe que era o Ed Lincoln quem estava por trás das gravações, tais como, Don Pablo de Havana, Les 4 Cadillacs, Berry Benton, Conjunto Balambossa, The Lovers, Cláudio Marcelo, Glória Benson, Ed Kenned, John Marcel, Danny Marcel, Les Amants, Orquestra Casablanca, Orquestra Los Angeles, TecnoOrquestra, Orquestra Romance Tropical e Muchacho nas Bocas, entre outras lançadas.

O raro álbum da postagem apresenta canções brasileiras e internacionais em estilo de boleros e cha-chá-chá,  lembrando em alguns momentos a Orquestra Românticos de Cuba, do maestro Severino Araújo, que também era contratado da mesma gravadora. Foi lançado no
Brasil, em 1960, pela gravadora Musidisc.


A seguir as canções instrumentais que compõem esse disco:

01. Alguém me disse;
02. El cholo;
03. Andalucia (The breeze and I);
04. Bahia (Na baixa do sapateiro);
05. Together wherever we go;
06. Adios;
07. Mustapha;
08. Aquarela do Brasil;
09. La cumparsita;
10. Climb every mountain;
11. Quero beijar-te as mãos;
12. Delicado.

















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quarta-feira, 10 de julho de 2019

DO BLUES À JOVEM GUARDA - PASSANDO PELO ROCK ROLL - ALBERT PAVÃO (2013)

Apesar de ter sido lançado em 2013, somente agora consegui obter e ler o livro "Do Blues à Jovem Guarda: passando pelo rock roll", do cantor, compositor e escritor Albert Pavão

Albert Pavão nasceu em São Paulo/SP. Foi um dos pioneiros do rock brasileiro, juntamente com sua irmã e cantora Meire Pavão e filho do maestro Teotônio Pavão.

Gravou seu primeiro disco 78rpm Tu e Eu (You and I)/Move It, em 1962, com acompanhamento do grupo instrumental “The Hits”. O disco compacto assinalou a participação de grupos musicais jovens no acompanhamento, até então realizado por orquestras e músicos de estúdio.

É dele a clássica versão de Vigésimo Andar (Twenty Flyght Rock), de Eddie Cochran, arranjada pelo maestro Rogério Duprat. Lançada em 1963, com Sobre Um Rio Tão Calmo (Lazy River), no lado b do 78rpm, a música fez grande sucesso nas rádios paulistanas.

Além de gravar, Albert Pavão apresentou-se por todo o Brasil, promovendo o rock and roll e afirmando-se como um dos roqueiros mais radicais de sua geração. No final dos anos oitenta ele lançou o livro “Rock Brasileiro, 1955-65”, resgatando a história da época, com informações e discografias.

Em 1998, sua obra musical foi reunida no cd “Antologia do Rock e da Jovem Guarda”, organizado por ele, e lançado pelo selo paulista Bruno Discos. Albert Pavão mora no Rio de Janeiro e faz palestras pelo Brasil a respeito de músicas, inclusive infantil.

O livro citado nesta postagem, é uma obra que merece ser lida por todos que querem conhecer um pouco dos primórdios do rock, pré jovem guarda e da jovem guarda. Considero uma aula de história, pela narrativa cronológica detalhada, escrita por quem participou e vivenciou os bastidores daquela época. 

Posso afirmar que esse livro está entre os melhores trabalhos que já foram realizados sobre o tema, abrangendo o início do rock internacional e nacional, incluindo antes e durante a Jovem Guarda. Albert Pavão, parabéns pelo seu livro.

O livro pode ser encontrado nas principais livrarias on-line do Brasil, conforme os links abaixo:



















Albert Pavão



terça-feira, 9 de julho de 2019

DOCUMENTO MUSICAL - BOSSA NOVA - REVISTA CONTIGO (2004) REPOST

Ainda em homenagem a João Gilberto e atendendo ao pedido do amigo Ronaldo, reapresentamos uma postagem do blog, de julnho de 2013, onde incluímos uma uma ótima coletânea de canções da Bossa Nova, brinde de uma edição especial denominada de "Documento Musical", publicada em 2004, pela Revista Contigo, com material da gravadora EMI. 

O curioso desse material é que a capa tem o retrato do principal cantor da Bossa Nova, João Gilberto, porém, o mesmo não aparece na coletânea musical do disco. Ao compartilhar essa compilação e com intuito de fazer valer a capa, incluímos duas faixas do terceiro álbum de João Gilberto, as canções Doralice e Outra Vez.  O destaque dessa seleção fica por conta da ótima interpretação da cantora Elza Soares, com a canção O Pato.

A seguir o texto inicial da Edição Especial da Revista Contigo, sobre o começo da Bossa Nova:


A batida da Bossa Nova apareceu em 1958 no LP Canção do Amor Demais e ganhou o mundo cinco anos depois com Stan Getz e João Gilberto.
O selo Festa era quase invisível frente aos bolachões 78 rpm da gravadora Continental, Odeon, Copacabana e da Columbia, as gravadoras que dominavam a cena musical brasileira em 1958. Nada de espantoso nisso. O Festa não passava de um capricho de seu proprietário, o jornalista Irineu Garcia. 

Seu cast não era composto de cantores ou músicos. Para dizer a verdade, nem cast o Festa tinha. A maioria dos LPs de 10 polegadas que Garcia insistia em produzir trazia poetas e escritores amigos seus lendo suas obras. Pois foi este selo amador o responsável pelo marco inicial da Bossa Nova. Como isso foi possível?
Garcia era freqüentador do Villarino, bar no centro do Rio de Janeiro que reunia a fina flor da boemia e da intelectual idade carioca chegada a um copo. Entre habiiués do lugar figuravam os jornalistas Antonio Maria e Sérgio Porto, as cantoras Dolores Duran e Aracy de Almeida, o cronista Paulo Mendes Campos e o poeta e vice-cônsul Vinicius de Moraes. 

Não se sabe se a iniciativa partiu de Vinicius ou de Garcia. O importante é que alguém achou uma boa ideia o poeta, em vez dos seus famosos sonetos, gravar as canções que vinha compondo com um talentoso pianista e arranjador chamado Tom Jobim.
Os dois começaram a trabalhar juntos dois anos antes. Vinicius estava em busca de alguém "moderno" para produzir as canções de Orfeu da Conceição, peça que escrevera baseada na tragédia grega. 

O jornalista Ronaldo Bôscoli, cunhado de Vinicius, indicou Jobim ao poeta. Lírica e harmonia se encontraram. Em Orfeu, logo de cara, a dupla emplacou Se Todos Fossem Iguais a VocêLamento no MorroUm Nome de Mulher, entre outras belezas.
No disco Festa eles iriam descarregar uma nova safra de composições como Chega de SaudadeOutra VezEu Não Existo Sem Você. Como nem Vinicius nem Tom cantavam naquela época, escolheram Elizeth Cardoso para os vocais. 

O trio e mais um cantor baiano que tocaria violão em algumas faixas se reuniam na casa de Jobim, na Rua Nascimento e Silva, 107, para ensinar as canções à "Divina". João Gilberto tocava um violão diferente, "moderno" como o piano de Jobim, razão pela qual havia sido convocado. O circuito se fechou. A lírica e a harmonia haviam encontrado o ritmo.
“Canção do Amor Demais” foi lançado com 2.000 exemplares e passou em branco. Mas teve o mérito de registrar, pela primeira vez, em duas faixas - Chega de Saudade e Outra Vez -, o violão de João Gilberto, a batida da Bossa nova. Era uma batida que simplificava o samba. O ritmo constante permitia brincar com a harmonia do jeito que se quisesse. Parecia tão simples, que a pergunta era inevitável: como ninguém pensou nisso antes? Pois havia uma legião de garotos apaixonados por música procurando desespera­damente por esse toque moderno. Quando, alguns meses depois, João Gilberto lançou pela Odeon o disco “Chega de Saudade”, com a própria de uni lado, e Bim-Bom, de outro, aqueles garotos descobriram um farol.
Cinco anos depois, em março de 1963, João Gilberto e Tom Jobim estavam reunidos novamente em um estúdio em Nova York para produzir a obra antológica da Bossa Nova. Com o saxofonista americano Stan Getz, mais o baixista Tião Neto e o baterista Milton Banana, gravariam Getz/Gilberto. 

O LP demoraria quase um ano para ser lançado pela Verve, de Creed Taylor. Mas quando saiu, no começo de 1964, puxado pelo single Garota de Ipanema, foi um sucesso instantâneo. Faturou um caminhão de Grammys, revelou a cantora Astrud Gilberto, e firmou a Bossa Nova no mundo. Lá fora, a Bossa Nova teria o mesmo efeito que teve no Brasil. Iria influenciar artistas e trazer mais beleza à sua arte.

As musicas e interpretações que compõem o disco que acompanha a edição especial da Revista Contigo são as seguintes:

1. Samba de Verão - Marcos Valle;
2. Sei lá...A vida tem sempre razão - Vinicius e Toquinho;
3. O pato - Elza Soares;
4. Eu e a brisa - Johnny Alf;
5. O barquinho - Pery Ribeiro;
6. Hô-ba-la-lá - Norma Benguell;
7. Minha namorada - Wilson Simonal;
8. Você - Dick Farney e Claudette Soares;
9. Lobo bobo - Sylvia Telles;
10. Preciso aprender a ser só - Marcos Valle;
11. Ilusão a toa - Johnny Alf;
12. Testamento - Vinicius e Toquinho;
13. Barquinho diferente - Claudette Soares;
14. Bim-bom  - Milton Banana Trio;
15. O canto de ossanha - Pery Ribeiro;
16. Primavera - Alaíde Costa;
17. Balanço zona sul - Wilson Simonal;
18. Mocinho bonito - Dóris Monteiro;
19. Pra machucar meu coração - Elizeth Cardoso;
20. Razão do amor - Marcos Valle

Bônus:

21. Doralice - João Gilberto;
22. Outra Vez - João Gilberto.

domingo, 7 de julho de 2019

JOÃO GILBERTO - O MITO (1992)

Nesta postagem, homenageamos o mito da bossa nova, o cantor e compositor, João Gilberto, que faleceu no dia 06/julho/2019, na cidade do Rio de Janeiro, aos 88 anos.
O estado do cantor se agravou nos últimos meses — desde a perda da amiga e ex-mulher Miúcha, também cantora, que morreu em dezembro do ano passado.

João Gilberto Prado Pereira de Oliveira nasceu no dia 10/junho/1931, na cidade de Juazeiro, Bahia. Com seu estilo próprio, revolucionou a música brasileira e contribuiu de forma relevante para tornar a bossa nova em um estilo musical que hoje é reconhecido em todo o mundo e influenciou uma vasta gama de outros músicos.

Era um gênio da música, com uma percepção sonora apurada, mas também é lembrado pelo seu temperamento difícil e às vezes considerado excêntrico, como por exemplo, a sua preferência pelo isolamento, em seu apartamento na zona sul do Rio.

Para homenagearmos, apresentamos o álbum "O Mito", lançado no Brasil, em 1992, pela gravadora EMI, disco esse que foi contestado judicialmente pelo próprio João Gilberto, que não gostou da remasterização realizada para o formato Compact Disc - Cd

A seleção desse é uma coletânea de músicas que abrange os três primeiros discos de João Gilberto, a seguir listados:

01. Chega de saudade;
02. Desafinado;
03. Samba de uma nota só;
04. O pato;
05. Bolinha de papel;
06. O amor em paz;
07. Trevo de 4 folhas (I'm looking over / A four leaf clover);
08. O barquinho;
09. Lobo bobo;
10. Bim bom;
11. Hô-ba-la-la;
12. Aos pés da cruz;
13. É luxo só;
14. Outra vez;
15. Coisa mais linda;
16. Este seu olhar;
17. Trenzinho (Trem de ferro);
18. Brigas, nunca mais;
19. Saudade fez um samba;
20. Amor certinho;
21. Insensatez;
22. Rosa morena;
23.Morena boca de ouro;
24. Maria ninguém;
25. A primeira vez;
26. Presente de natal;
27. Samba da minha terra;
28. Saudade da Bahia;
29. Corcovado;
30. Só em teus braços;
31. Meditação;
32. Você e eu;
33. Doralice;
34. Discussão;
35. Se é tarde me perdoa;
36. Um abraço no Bonfá;
37. Manhã de carnaval;
38. Medley: O nosso amor / A felicidade.






















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