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terça-feira, 9 de agosto de 2022

MANFREDO FEST - OS SAMBEATLES (1966)

Manfredo Fest foi um instrumentista, compositor e arranjador brasileiro de jazz e de bossa nova. Nasceu no dia 13 de maio de 1938, na cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil, e faleceu no dia 08 de outubro de 1999, em Tampa Bay, Florida, EUA.

Era deficiente visual e aprendeu a ler partituras pelo Método Braille. Apreciador do jazz interessou-se, desde cedo, pela música de Bill Evans, Oscar Peterson e George Shearing.

Em Porto Alegre, organizou vários conjuntos, atuando em festas, reuniões e bailes. Em 1961, formou-se como pianista pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Nesse ano, mudou-se para São Paulo, onde conheceu músicos ligados à bossa nova. Em São Paulo, formou o seu primeiro trio, apresentando-se em boates famosas como Baiúca, Hotel Jaraguá e Cabridge Hotel.

Gravou o seu primeiro álbum Long Playing - LP em 1962, incluindo músicas de sua autoria, como Eu sou feliz, com Lili Fest. Nos anos seguintes, gravou mais dois discos, o segundo com canções de Edu Lobo, Durval Ferreira, Baden Powell e Vera Brasil.

Em 1965, registrou em álbum sucessos dos Beatles em ritmo de samba e, no ano seguinte, lançou Alma brasileira. Convidado por Sérgio Mendes, atuou como arranjador e tecladista do grupo Brasil 66. Na gravação desse álbum tributo, a formação do trio era: Manfred Fest (piano), Matias (baixo) e Humberto Guy (bateria)

Fixou residência em Los Angeles (EUA), onde começou a pesquisar uma mistura de jazz brasileiro e samba. Formou um novo trio e participou nos shows de abertura para as apresentações do Brasil 66, gravando vários álbuns produzidos por Sérgio Mendes.

Desligou-se do grupo em 1970. Em seguida, formou novos grupos, entre eles o Batucada. Em 1976, lançou um álbum LP pelo seu próprio selo, que incluiu sua canção Jungle cat. Em 1992, homenageou o pianista Oscar Peterson com a música A blues for Oscar, gravada em álbum independente.

A partir do ano seguinte, começou a gravar pelo selo Concord (EUA), lançando quatro discos em formato Compact Disc - CDs com versões instrumentais de Caminhos cruzados, de Tom Jobim e Newton Mendonça, Passarim, de Tom Jobim, Começar de novo, de Ivan Lins e Vítor Martins, Amazonas, de João Donato, Over the rainbow, de Harold Arlen e Harburg e Summertime, de George e Ira Gershwin e Du Bose Heyward.

Em 1996, fez digressões pela Alemanha e Dinamarca, acompanhado pelo seu filho Phill Fest na guitarra e Hendrik Mevrkens na harmônica, gravando com eles os seus trabalhos mais recentes. Dois anos depois, registrou em CD, ao vivo, a sua apresentação no Vartan Live Jazz, em Denver (Colorado), regravando músicas de sua autoria.


O álbum desta postagem, foi lançado no Brasil em 1966, pela gravadora RGE, com o selo Fermata e a seleção era composta das seguintes músicas dos Beatles:

01 – Can’t buy me love
02 – Michelle
03 – A hard day’s night
04 – Girl
05 – Ticket to ride
06 – I should have known better
07 – Help
08 – Yesterday
09 – All my loving
10 – And I love her
11 – Ask me why
12 – If I fell
 
Bônus: 
13. Something.





 















Manfredo Fest - Anos 1960











segunda-feira, 25 de outubro de 2021

JOYCE - VINICIUS DE MORAES - NEGRO DEMAIS NO CORAÇÃO (1988) REPOST

Atendendo ao pedido do amigo Augusto, de Petrolina, Pernambuco, cidade em que estive a trabalho e que fui muito bem acolhido, reapresento com melhorias, um disco que foi postado no blog LaPlayaMusic, em dezembro de 2012.

Trata-se do álbum da cantora Joyce, atualmente Joyce Moreno, intitulado "Vinicius de Moraer - Negro Demais no Coração", lançado no Brasil, em 1988, pela gravadora SBK Songs.

A  cantora, compositora e instrumentista brasileira Joyce Moreno (Joyce Silveira Moreno), nascida na cidade do Rio de Janeiro, em 31 de janeiro de 1948 lançou seu primeiro álbum em 1968, pela gravadora Phonogram, com o selo Philips. 

O auge da sua popularidade ocorreu entre o final da década de 1970 e o início da década de 1980, com a participação em festivais e com os sucessos de Clareana, Feminina, Monseiur Binot e Da Cor Brasileira.

Uma de suas canções, Coração Selvagem, foi utilizada como trilha sonora do desenho japonês “Wolf’s Rain” e também foi lançada como parte da trilha sonora oficial da série.

Seu estilo bebe nas fontes do Jazz, Bossa Nova e MPB tradicional. Suas influências musicais são variadas, tais como, The Beatles, Paul McCartney, Milton Nascimento, Roberto Menescal, Boca Livre, Chico Buarque, Vinicius de Moraes, Antonio Carlos Jobim e Baden Powell.

O disco desta postagem é um tributo ao grande compositor Vinicius de Moraes e por tabela a Antonio Carlos Jobim. O disco contém as participações especiais de Caetano Veloso, Moraes Moreira, Maria Bethânia e Danilo Caymmi. 
A seguir, são listadas as faixas que compõem o álbum original, acrescidas de 2 faixas bônus, que foram incluídas na edição lançada fora do Brasil:
01. Samba da benção (participação especial de Caetano Veloso); 
02. Sabe você; 
03. Canto de ossanha; 
04. O astronauta; 
05. Minha namorada (participação especial de Danilo Caymmi); 
06. Maria moita; 
07. Tarde em Itapoã (participação especial de Maria Bethânia); 
08. Estrada branca; 
09. Eu sei que vou te amar; 
10. Deixa; 
11. Mundo melhor (participação especial de Moraes Moreira); 
12. Primavera;

Bônus:
13. A felicidade;
14. Astronauta.









Capa (Front) - Edição CD e Lp - Brasil 1988







Contra Capa (Back Cover) - Edição CD - Brasil 1988





Contra Capa (Back Cover) - Edição Lp - Brasil 1988






Selo (Label) - Edição Lp - Brasil 1988






Capa (Front) - Edição K7 - Brasil 1988






K7 - Edição Brasil 1988







Vinicius & Joyce Moreno - Varanda do Antonio's RJ 1975
Foto: Pedro de Moraes


Links:




quarta-feira, 20 de outubro de 2021

DARIO LOPES - AS MÚSICAS DE HENRY MANCINI EM BOSSA NOVA (1999)

Há dias atrás postei uma coletânea do maestro Henry Mancini. Aproveitando esse fato, apresento nesta postagem um tributo das músicas dele, em estilo Bossa Nova. 

O álbum intitulado "As Musicas de Henry Mancini em Bossa Nova", foi lançado no Brasil, 1999, pela gravadora CID - Companhia Industrial de Discos, com a interpretação e arranjos do músico guitarrista Dario Lopes. A produção artística musical coube a Durval Ferreira. 

Posteriormente, em 2014, esse mesmo disco teve uma edição remasterizada pela gravadora Discmedi, que foi lançada na Espanha. No entanto, infelizmente, não há referência na capa e contra capa, do músico que interpreta as músicas desse disco.  

Dario Lopes atuou como guitarrista na antiga TV Tupi, nos programas "A Grande Chance" e "Um Instante Maestro", ambos apresentados por Flávio Cavalcanti, no "AP Show", de Aérton Perlingeiro e "Embalo", com o maestro Erlon Chaves, além de diversos humorísticos da emissora. 

Também atuou no programa "Buzina do Chacrinha" e em outros musicais da TV Excelsior. Em 1968, foi contratado pela TV Globo, trabalhando durante 10 anos como músico e 22 anos como maestro e produtor musical.

Compôs mais de mil obras para a emissora, entre temas incidentais e vinhetas, tendo sido responsável por programas, tais como, "Roberto Carlos Especial (5 edições)", "Saudade não tem Idade", "A Festa é Nossa", "Balança mais não cai", "Brasil 79", com Bibi Ferreira, "Nelson Gonçalves Especial", "Fantástico (durante 4 anos)", "Chico Anysio Show (durante 12 anos)", "Os Trapalhões (durante 8 anos)", "Video Show (durante 10 anos)" e "A Turma do Didi".

Na teledramaturgia, participou da minissérie "A, E, I, O Urca", da novela "Maria Maria" e do primeiro "Caso Especial a cores", o episódio "O caminho das pedras".

Como guitarrista e arranjador, atuou em gravações de discos de diversos artistas brasileiros. Foi integrante de várias orquestras, tais como as de Ed Maciel, Peter Thomas e Waldyr Calmon.

Seu primeiro álbum foi lançado em 1968 e se intitulava "Guitarra Em Nova Dimensão".  Em 1997, lançou o álbum "Dario Lopes - Soft Guitar. Em 1999, gravou obras de Ary Barroso, Henry Mancini e Lupicínio Rodrigues, para a série "Som Ambiente", da gravadora CID.

A interpretação do disco da postagem deu um toque brasileiro para as composições de Henry Mancini, fato que já tinha sido realizado pelo maestro Waltel Branco, quando gravou o álbum "Mancini Também é Samba", em 1966. 

A seguir, as músicas que compõem a seleção deste disco;

01.  Champanhe and quail;
02. Charade;
03. Days of wine and roses;
04. Royal blue;
05. Megeve;
06. Moon river;
07. Sally's tomato;
08. Breakfast at Tiffany's;
09. Night side;
10. Latin snowfall;
11. Mr. Lucky;
12. Dreamsville.




Capa (Front) - Edição Brasil - CID 1999







Contra Capa (Back Cover) - Edição Brasil - CID 1999






Selo (Label) - Edição Brasil - CID 1999






Capa (Front) - Edição Espanha - Discmedi 2014






Contra Capa (Back Cover) - Edição Espanha - Discmedi 2014




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sexta-feira, 27 de novembro de 2020

TAMBA TRIO - 2 EM 1 - AVANÇO & TEMPO (1963 / 1964) REPOST

Como mencionei na minha postagem de maio de 2012, quando apresentei o segundo e terceiro álbum do grupo Tamba Trio, é que sempre apreciei os os grupos vocais e instrumentais dos anos 1960, tanto da Jovem Guarda, quanto da Bossa Nova. 

O Tamba Trio foi um grupo musical formado no Rio de Janeiro, na década de 1960. Era composto originalmente por Luiz Eça (piano, vocal e arranjos), Bebeto Castilho (contrabaixo, flauta, sax e vocal) e Hélcio Milito (bateria, percussão e vocal).

O trio começou a tomar forma ao acompanhar a cantora Maysa e depois a cantora Leny Andrade em uma temporada na Boate Manhattan, atuando ao lado de Luiz Carlos Vinhas (piano) e Roberto Menescal (violão).

A partir de 1967, com a entrada do baixista Dório Ferreira, Bebeto passaria a atuar apenas como flautista, transformando assim o trio no quarteto Tamba 4. Dois anos depois, com a saída de Luiz Eça, que formaria o seu grupo "A Sagrada Família", o pianista Laércio de Freitas entra em seu lugar. O quarteto duraria até 1970.

Só em 1971, o Tamba Trio retorna com os três integrantes originais, gravando dois discos pela gravadora RCA. Em 1976, mais um intervalo, e quatro anos depois, o grupo retorna, fazendo apresentações e gravando o álbum em Long Playing "Tamba Trio 20 Anos de Sucessos", lançado em 1982.

A partir de 1989, o baterista Rubens Ohana, que já tinha feito parte do Tamba Trio, se reintegra a este conjunto, substituindo Hélcio Milito. O grupo continuou até 1992, quando Luiz Eça veio a falecer. 

O trio também acompanhou artistas como Carlos Lyra, Edu Lobo, Nara Leão, Sylvia Telles, Quarteto em Cy, João Bosco e Simone. Lançaram discos nos EUA e México, pela gravadora A&M Records.

Para homenagear esse excelente grupo, postamos o segundo e terceiro álbum, lançados respectivamente em 1963 e 1964, pela gravadora Philips.

O disco com os álbuns é apresentado em formato “2 em 1”, incluindo tres canções bônus, extraídas do primeiro álbum do trio. A seleção desses discos é composta das seguintes músicas:

Avanço – 1963
01. Garota de Ipanema; 
02. Mas, que nada; 
03. Negro; 
04. Mania de Maria; 
05. Vento do mar; 
06. Sonho de Maria; 
07. Só danço samba; 
08. O samba da minha terra; 
09. Moça flor; 
10. Rio; 
11. Tristeza de nós dois; 
12. Esperança.

Tempo – 1964
13. Borandá; 
14. Nuvens; 
15. Se eu pudesse voltar; 
16. Barumbá; 
17. Pregão; 
18. Danielle; 
19. Berimbau; 
20. O amor em paz; 
21. Morte de um deus sal; 
22. Yansã; 
23. Consolação; 
24. Moto contínuo;

Bônus – 1962
25. Ah! se eu pudesse;
26. Batida diferente;
27. Influência do jazz. 






















terça-feira, 13 de outubro de 2020

IVAN CASANOVA (WALTER WANDERLEY) - UM OLHAR... UMA DANÇA... UM AMOR... (1960)

Nesta postagem, resgatamos mais um álbum instrumental de Ivan Casanova, pseudônimo do músico  Walter Wanderley, cujo título é "Um Olhar... Uma Dança... Um Amor...", lançado no Brasil, em 1968, pela gravadora Odeon, pelo selo Imperial.

Walter Wanderley nasceu no Recife, no dia 12/maio/1932 e foi para São Paulo no meio dos anos 1950. Iniciou profissionalmente como pianista em bares e casas noturnas. Esse começo era o caminho natural de muitos artistas. Casou-se com a cantora Isaurinha Garcia.

Formou o grupo Walter Wanderley e Seu Conjunto, onde tocava órgão e chegou a acompanhar vários artistas, incluindo João Gilberto e Dóris Monteiro. Na época da bossa nova, foi um dos músicos mais requisitados e seu talento foi reconhecido internacionalmente.

Sua mudança para os Estados Unidos foi influenciada pelo cantor americano Tony Bennett, no ano de 1966, se estabelecendo definitivamente e com o lançamento do compacto simples contendo a música Samba de Verão, de autoria de Marcos e Paulo Sérgio Valle, consolidaria definitivamente sua carreira musical internacional. Essa canção obteria o hit parade americano, vendendo mais de um milhão de cópias.

O sucesso continuou ao acompanhar a cantora Astrud Gilberto, dividindo os créditos pelos projetos “A Certain Smile” e “A Certan Sadness”, o que agregou ao seu nome como um dos mais respeitados no meio jazzístico mundial. 

Nesse tempo, realizou trabalhos com os brasileiros, Eumir Deodato e Heraldo do Monte, que também residiam nos Estados Unidos. Faleceu na cidade de São Francisco / Califórnia, USA, no dia 04/setembro/1986, vítima de um câncer.


A seguir, a lista das músicas que compõem a seleção do disco desta postagem:

01. The man love;
02. Chega de saudade;
03. El reloj;
04. Love is the tender trap;
05. Angústia;
06. On the sunny side of the street;
07. O apito no samba;
08. Aquellos ojos verdes;
09. No tabuleiro da baiana;
10. Stormy weather;
11. As pastorinhas;
12. Te quiero dijiste.


























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