2019

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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

NINA & FREDERIK - NINA & FREDERIK (1968) REPOST

Pouco conhecido no Brasil, Nina e Frederik foi um duo dinamarquês que atuaram no final dos anos 1950 e início dos anos 1960. O repertório consistia em uma mistura de música folk, calipsos e pop. Sua formação era composta por Frederik van Pallandt Baron e sua esposa Nina van Pallandt.

Foi em uma reunião caseira informal na casa dos pais de Frederik, quando tocava violão, que Nina começou a cantar para ele, e foi nesse momento que eles decidiram cantar juntos. Em 1957, após cantarem para os amigos e para shows de caridade que surgiu a possibilidade de atuarem profissionalmente.

Em 1959, obtiveram seus primeiros sucessos com as músicas Jamaica Farewell e Come Back Liza. O álbum “Nina & Frederik” ficou entre os dez mais da parada inglesa.

Nesta reapresentação, resgatamos o álbum que foi lançado no Brasil, em 1968, com o selo Musidisc. O destaque são as músicas estilo folk, lembrando a grande dupla “Simon & Garfunkel”. 

Já o destaque negativo, é a forma como as gravadoras não se importavam com as informações da obra. Na contracapa do disco nacional apenas consta a divulgação de propagandas dos discos lançados pela própria gravadora. Não contém nem a lista das músicas, nem tampouco ano, compositores ou produção. 

Apesar das limitações da matriz vinyl que foi obtido pelo blog, que influenciou na qualidade de áudio recuperado, vale a pena conhecer essa dupla. 

A seleção do disco é composta das seguintes canções:

1. My summer love; 
2. It’s not just any kind of day; 
3. Dawn; 
4. In the land of Odin; 
5. The Mary faces of love; 
6. Elizabeth I e II; 
7. You saved the day; 
8. Lovers of the world unite; 
9. Only when I’m lonely am I free; 
10. Pourquoi J’Aime Paris; 
11. Magic book; 
12. Lonely Sunday; 
13. What a pretty colour; 
14. Just like a rose.



























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OS REIS DA MINI GUARDA & E O CONJUNTO OS AZES (1968)

A Jovem Guarda foi uma corrente musical que influenciou vários artistas daquele período, assim como fez surgir outros personagens no cenário musical, independente da idade.

Da mesma forma, se aproveitou de tudo isso para ganhos comerciais em produtos de 'merchandising' e de programas de televisão.

O raro álbum desta postagem, mostra um fragmento dessa época, referente a um programa de juventude de uma televisão de São Paulo, com artistas mirins de jovem guarda, intitulado "Os Reis da Mini Guarda". 

O programa era capitaneado pelo cantor mirim Ed Carlos e a sua turma que era composta por Janoelzinho, Solange Maria, Gilmar, Cintia Maria, Roberto Roy, Isildinha, Mini Trio, Yves Dalton, Mario Apolos, entre outros. O som era de responsabilidade do Conjunto Os Azes, formado por Toninho, Miro, Gerson (Soneca), Nilson (Xixo), Magno e o maestro Irineu, que cuidava dos arranjos instrumentais e vocais da turma.

Do sucesso do programa, em 1969, foi lançado pela gravadora Astor Discos, o álbum contendo composições cedidas por artistas da jovem guarda, tais como Roberto Carlos, Dori Edson, Antonio Marcos, Eduardo Araujo, a seguir listadas:

1. Não adianta nada (Roberto Roy) - Composição de Roberto Carlos;
2. E o vento levou pra bem longe daqui (Solange Maria) - Composição de Solange Maria;
3. Brinquedinho de papel (Mini Trio) - Composição de Irineu Gonzaga;
4. Eu só gosto de você (Janoelzinho) - Composição de Dori Edson;
5. E você? Não sei (Mario Apolos) - Composição de Jorge Eduardo;
6. E agora entendo porque nasci (Gilmar) - Composição de Dori Edson);
7. Nunca mais voltarei (Solange Maria) - Composição de Antonio Marcos e Mario Marcos;
8. O que é que eu vou fazer (Janoelzinho) - Composição de Eduardo Araujo;
9.  Canção e valsinha (Mini Trio) - Composição de Marco Antonio Bonento;
10. Tristezas do Pinduca (Yves Dalton) - Composição de Roberto Carlos e Erasmo Carlos;
11. Esquecendo de você (Gilmar) - Composição de Irineu Gonzaga e Jorge Eduardo;
12. Chorar não choro (Mario Apolos) - Composição de Adibi Nagim.










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THE UNIQUES - ANTHOLOGY 1961-1971 (1998) REPOST

Sou fã de muitas bandas dos anos 1960. Há aquelas bandas carimbadas que todos conhecem e a mídia sempre enaltece e existem aqueles grupos que acabam sendo desconhecidos da maioria das pessoas e somente os mais apaixonados é que continuam a cultuá-los. Sou fã de uma banda desse segundo grupo, chamada The Uniques. 

Era um grupo de rock americano, de Louisiana, tendo como líder o principal vocalista Joe Stampley. Sua formação contava com Ray Mills, Joe Stampley, Mike Love, Bobby Stampley e Bob Sims.

Estiveram em atividade no período de 1961 a 1971, registrando a maior parte do seu material em Robin Hood Studios, localizado em Tyler, Texas. Seus discos foram lançados, na sua maioria, pela gravadora Paula Records, de Shreveport, Louisiana.

Seus dois maiores sucessos foram Not Too Long Ago All These Things, que foi composta por um repórter em Louisville, Kentucky, chamado Tom Maxedon, que escreveu em homenagem a sua esposa Carrie

O fato curioso é que, em algum momento de necessidade de suplementação de rendaMaxedon vendeu os direitos da música por apenas US$ 200 para um produtor desconhecido que costumava percorrer as estações de rádio na busca de oportunidades. Em 1966, a canção atingiu as paradas de sucesso. Essa música ficou no top 40 por algumas semanas.

No outono de 2010, The Uniques foram empossados em Louisiana no The Music Hall of Fame, durante seu show 45 º aniversário de reunião, no Piney Woods Palace, em Springhill, Louisiana.

Nesta postagem, apresentamos uma coletânea lançada em 1998, pela Paula Records, contendo os maiores sucessos do grupo. Em minha opinição, além das músicas Not Too Long Ago All These Things, eu ainda destaco a interpretação das músicas How Lucky e Georgia On My Mind

A interpretação da canção George On My Mind influenciou vários grupos brasileiros da época na forma de replicar versões da música. O álbum contém as seguintes músicas e bônus do blog LaPlayaMusic exclusivos desta edição:

1. All These Things; 
2. Not Too Long Ago; How 
3. How Lucky (Can one man be); 
4. Every now and then; 
5. You don’t miss your water; 
6. You ain’t tuff; 7. Run and hide; 
8. Toys are made the children; 
9. I’ll do anything; 
10. Sometime; 
11. Groovin’ out; 
12. Fool nº 1; 
13. Georgia on my mind; 
14. Time won’t let me; 
15. From heaven to a heartbreak; 
16. 96 tears; 
17. Too good to be true; 
18. Midnight hour; 
19. And I love her; 
20. Oh Pretty woman

Bônus

21. Don't Be a Full; 
22. House Of The Rising Sun; 
23. Double Shot; 
24. Don't Let The Sun Catch You Crying; 
25. Don't Bring Me Down
























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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

TONY FABIAN - LA MONTANAZA (1970)

Neste resgate, apresentamos o álbum instrumental "Mais Sucessos Com", de Tony Fabian, lançado em 1970, pela pequena gravadora Girasom, contendo sucessos comerciais da época.

Para quem ainda não sabia, Tony Fabian é o pseudônimo do compositor, pianista, maestro e arranjador brasileiro Edmundo Villani Cortes, nascido em 08 de novembro de 1930, em Juiz de Fora/MG, tendo gravado uma série de discos instrumentais com esse nome, Tony Fabian.

O que chama atenção é para a carreira dele que estava mais para erudita do que para o popular. A impressão que se tem é que esses discos com o pseudônimo de Tony Fabian era uma forma de ganhar dinheiro para sobreviver da música.

Ele cresceu em uma família musical. Autodidata, ele aprendeu a tocar viola com o apoio de sua família. Em 1954, foi estudar no Conservatório Brasileiro de Música do Rio de Janeiro, ao piano, com Lorenzo Fernandez e Guilherme Mignone. Em 1960, ele continuou seus estudos em composição com o famoso Camargo Guarnieri e Henrique Morelembaum.

Na década de 1960, se apresentou como pianista de concerto em orquestras, tais como a “Orquestra Tamoio”, com o maestro Cipó, no Rio de Janeiro e da “Orquestra de Luís Arruda Paes”. A partir de 1967, ele se tornou conhecido como arranjador de cerca de 600 obras para as orquestras da TV Tupi, em São Paulo e TV Globo no Rio de Janeiro.

Em 1968, Fez arranjos e composições para o filme “O Matador”, de Amaro César e Egidío Écio. Também, participou de shows internacionais como pianista, acompanhando a cantora Maisa e Altemar Dutra. A partir de 1973, ficou responsável pela cadeira de música funcional da Academia Paulista de Música.

Atuou como professor da Academia Paulista de Música, no Instituto de Artes da Universidade de São Paulo (USP), em São Paulo, e também professor de composição na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desde 1988. Nessa época iniciou uma série de apresentações como regente de conjuntos de câmara e como pianista, incluindo composições de sua autoria.

Como compositor, ele escreveu e fez arranjos em vários gêneros musicais, sendo de sinfonia, jazz e música popular. Foi premiado em vários eventos internacionais, em 1978, no “Noneto Concerto”, em Munique, na Alemanha e em 1986, com o primeiro lugar, no Concurso de Composição Editora da Cultura Musical de "Choro Pretensioso" e em 1990 e 1991 em um concurso de composição com a Orquestra de Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo.

No dia 30 de maio de 1998, defendeu sua tese de Doutorado no Departamento de Música do Instituto de Artes da UNESP, intitulada "A utilidade da prática da improvisação e a sua presença no trabalho composicional do Concertante Breve para quinteto e Banda Sinfônica de Edmundo Villani-Côrtes".
  
O disco da postagem contém uma seleção instrumental composta pelas seguintes músicas:

1. La montanaza;
2. Joseph;
3. Maria Izabel;
4. Não creio em mais nada;
5. Mi viejo;
6. He ain't heavy, he's my brother;
7. Rainbow;
8. Reflections of my life;
9. Justo nesta noite;
10. Yellow river;
11. Domingo em Buenos Aires;
12. Quero voltar pra Bahia.













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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

LOUNGE BRASIL - CANTORAS (2002) COMPILAÇÃO CHARLES GAVIN

Nesta postagem, apresentamos um álbum de 2002, compilado por Charles Gavin, ex-baterista da banda Os Titãs, intitulado "Lounge Brasil - Cantoras", lançado no Brasil, pela gravadora Natasha.

Essa seleção mostra algumas belas interpretações em inglês, realizadas por cantoras brasileiras, principalmente ocorridas na década de 1960. Acredito que vale a pena conhecer.

Para complementar, a seguir a transcrição de uma nota na Revista Época, de 16/08/2002, a respeito desse disco:

REVISTA ÉPOCA 16/08/2002
“Se os vinis com as faixas originais do CD 'Lounge Brasil' fossem colocados numa sala fechada junto com alguns DJs, a vida de alguns deles poderia estar em risco. Compilado pelo titã Charles Gavin - que anda remexendo os arquivos das gravadoras em busca de canções perdidas - reúne cantoras brasileiras dos anos 1960: Maysa, Sylvia Telles, Norma Bengell, Hebe Camargo (ela mesma), Doris Monteiro e Wanda Sá, num repertório que mistura clássicos das trilhas sonoras de Hollywood, bossa nova e jazz.

As gravações são quase todas da década de 1960 - um pouco mais ou um pouco menos - e a maioria delas nunca tinha sido lançadas em versões digitais. E o CD - lançado pela Natasha Records - apresenta surpresas.

A começar pela faixa de abertura, C'est si bon, com Norma Bengell, que faz também uma segunda participação com You better go now, ambas retiradas de seu disco 'Oooooh Norma!', de 1959. O álbum pretendia lançar a vedete de Carlos Machado como cantora e na capa, ela parecia estar nua. Logo Norma trocaria a carreira de cantora pela de atriz.

Para a sempre dramática Maysa estão reservadas alguns dos melhores momentos de 'Lounge Brasil', com uma versão para I love Paris, de Cole Porter (gravada em 1961) e Light my fire - do The Doors - num registro ao vivo num show no Canecão em 1969.

Há ainda, de Maysa, Get out of town (gravação de data desconhecida). Sylvia Telles, outro ícone da época, aparece em But not for me, (de Gershiwin, gravação de 1964) e Gardez moi pour toujours (por causa de você) - versão em francês da música de Tom Jobim e Dolores Duran gravada em 1960 - e All the way/the boy next door/they can´t take that away from me (de 1960).

Surpresa também é voltar para os primórdios da carreira da apresentadora Hebe Camargo - que começou como cantora. Como em Ponhon pom pom (de 1963), que fala sobre a bossa nova (Na hora de beijar, ponhon´pom pom / na hora de amar ponhom / Na hora de casar, cadê lua de mel? É só ponhon pom pom/ ponhon pom pom). Claro que Hebe Camargo é uma cantora menor do lado de Maysa, por exemplo. Mas é a Hebe e colabora ainda com duas outras faixas.

O disco ainda tem Wanda Sá - com Vivo sonhando e Inútil paisagem, ambas de Tom Jobim retiradas de seu disco 'Vagamente' de 1964 e Dóris Monteiro, com Receita para esquecer (1963), Tristeza de nós dois (1963) e De noite na cama, versão da música de Caetano Veloso de 1971. Que, aliás, faz lembrar muito a versão (posterior) de Marisa Monte. É Uma revirada no baú.”

A compilação é composta das seguintes canções e intérpretes:

1. C'Est si bon (Norma Bengel);
2. But not for me (Sylvia Telles);
3. I love Paris (Maysa);
4. You betther go now (Norma Bengel);
5. Receita para esquecer (Dóris Monteiro);
6. Já sei quem sou (Hebe Camargo);
7. Tristeza de nós dois (Dóris Monteiro);
8. Pom ion pom pom (Hebe Camargo);
9. Get out of town (Maysa);
10. All the way / The boy next door / They can't take that away from me (Sylvia Telles);
11. Vivo sonhando (Wanda Sá);
12. Um pequeno nada (Hebe Camargo);
13. Inútil paisagem (Wanda Sá);
14. Gardez moi pour toujours - Por causa de você (Sylvia Telles);
15. Light my fire (Maysa);
16. De noite na cama (Dóris Monteiro).























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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

ORQUESTRA NAMORADOS DO CARIBE - TEMAS FAVORITOS (1967)


Nesta postagem, resgatamos um álbum que ainda não tinha sido postado na internet, da Orquestra Namorados do Caribe, intitulado "Temas Favoritos".

Esse disco foi lançado no Brasil, pela gravadora RCA Victor, em outubro de 1967. Provavelmente, essa orquestra era um contraponto mercadológico à Orquestra Românticos de Cuba, do maestro Severino Araujo, da Musidisc, sendo uma orquestra do estúdio da RCA Victor. 

Infelizmente, nessa época era comum a prática de não indicar os músicos e nem tampouco o maestro do álbum. Neste caso em particular, as poucas informações existentes na contracapa do disco indica apenas o nome do diretor artístico (Geraldo Santos), Técnico de som (Dacy Rodrigues) e Arte Final (Jocelito). No entanto, não menção do nome do maestro.

Pesquisando na internet, há a informação de que o maestro desses discos da Orquestra Namorados do Caribe era o Maestro Carioca

Maestro Carioca, cujo nome era Ivan Paulo da Silva (1910 Taubaté/SP - 1991 Rio de Janeiro), era maestro, instrumentista, trombonista, orquestrador e líder de orquestra.

Formou-se em harmonia, fuga e contraponto, tendo estudado com o maestro Antão Fernandes, que foi diretor da Banda de Música da Força Pública de São Paulo, dando início a sua careira artística.

Foi fundador da Ordem dos Músicos do Brasil e sócio efetivo da Sociedade Brasileira de Autores, Compositores e Escritores de Música – SBACEM, com sede na cidade do Rio de Janeiro.

Sua carreira musical, efetivamente começou em 1938, no Rio de Janeiro, atuando como “Trombone Hot” na Orquestra de Fon-Fon. Antos depois fundou na Rádio Nacional a Orquestra All Stars, a qual passou a dirigir, a partir de 1945.

Escreveu arranjos e dirigiu inúmeras gravações em diversas gravadoras, entre as quais a RCA Victor, a Rádio e a Musidisk.

Para quem gosta de música orquestral e em ritmo de bolero cubano, segue a compilação das músicas que compõem o disco "Temas Favoritos", da Orquestra Namorados do Caribe:

1. Born free (do filme "História de Elza");
2. Scott's theme / Sarti's love theme (do filme "Grand Prix");
3. L'Immensita;
4. Something stupid;
5. Un homme et une femme (do filme "Um Homem...Uma Mulher");
6. Lady love;
7. This my song / Bonjour madame (do filme "A Condessa de Hong Kong");
8. Alfie (do filme "Alfie";
9. Lady;
10. Io per amore;
11. Who's afraid? (do filme "Quem Tem Medo de Virgínia Wolf")
12. Non pensare a me.
















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sábado, 17 de fevereiro de 2018

OS ESPACIAIS - NA CRISTA DA ONDA (1967) - REPOST

Nesta postagem, a pedidos, reapresentamos a banda dos anos 1960, da época do Movimento Jovem Guarda, chamada Os Espaciais, homônima a um grupo português da mesma época. 

O grupo (conjunto) brasileiro vocal / instrumental foi formado na cidade do Rio de Janeiro, no início dos anos 1960 e era composto por José Afonso Caldas Pereira Guedes, carinhosamente chamado de "Reizinho" (baterista), Sérgio A. Menezes (baixista), Edgar Lima (guitarra solo), Paulo César, conhecido por Paulinho (guitarra ritmo) e Lúcio (organista).

A banda passou a se apresentar em vários locais, principalmente em clubes e festas, sendo bem procurados devido a sua boa técnica instrumental. Após se apresentarem em Petrópolis, mais precisamente no Hotel Quitandinha, o grupo conheceu o produtor musical Norival Reis, da gravadora Atonal, que se interessou e propôs a gravação de um disco no formato Long Playing - LP. 

O álbum foi lançado em 1967 e se intitulou "Na Crista da Onda", com um repertório musical vocal e instrumental, com uma seleção bem diversificada visando agradar o público jovem.
Algumas músicas cantadas eram de autoria do próprio grupo, tais como, Deixei de Te AmarCanção de AmorA Garota Que Não Me Quer e Não Te Darei o Meu Perdão. Nas canções instrumentais destacam-se os hits Walk Don't Run '64, dos The Ventures, Noites de Moscow e a Pout-pourri com músicas de vários países denominado Volta Ao Mundo.

Deste álbum, as músicas que fizeram mais sucesso foram Garotinha Linda e Era Um Garoto Que Como Eu Amava os Beatles e os Rolling Stones. Por sinal, essa segunda música também foi gravada na mesma época pela banda "Os Incríveis". Só que em função do maior destaque no cenário musical e melhor divulgação em rádio e TV, a versão dos Os Incríveis obteve maior sucesso e vendagem.

Os Espaciais atuaram em programas de TV, tais como TV Fone, de Luiz de Carvalho; TV Rio, no Rio Hit Parade e nos programas de José Messias e Jair de Taumaturgo; TV Excelsior, no programa de Henrique Laufer e  ainda na Festa do apresentador Bolinha. 

Além disso, tocaram em muitos bailes de clubes, dentre os quais o Makenzie, no Meier, em todas as Associações Atléticas Banco do Brasil, no Clube Ideal, da cidade de Olinda, no Clube Petropolitano e no Independência, de Três Rios.

Os equipamentos que utilizavam foram presentes dos fabricantes: os amplificadores da Mustang, as guitarras da Gianini e bateria da Super Pinguim. Os Espaciais também gravaram com o cantor Jorge Paiva, na mesma gravadora, tocando a música Naquele Avanço.

Fonte: Livro "O Rock And Roll: origem, mitos e o rock instrumental no Brasil e em outros países", de Laércio Pacheco Martins, 2001.

O raro álbum desta postagem é justamente o primeiro e único do grupo, lançado em 1967, pela gravadora Atonal e continha as seguintes músicas:

1. Garotinha linda;
2. É tempo de adeus;
3. Volta ao mundo;
4. Deixei de te amar;
5. Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones;
6. Canção do amor;
7. A garota que me quer;
8. Tabu;
9. Professor tirano;
10. Noites de Moscow;
11. Não te darei o meu perdão;
12. Walk don't run '64























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