domingo, 17 de novembro de 2019

O MELHOR DE JOVEM GUARDA - VÁRIOS ARTISTAS (1998)

Sabemos que existem inúmeras coletâneas de músicas da Jovem Guarda, incluindo aquelas que não fizeram parte, mas que adotaram o estilo do movimento, que durou pouco tempo.

Mesmo assim, resolvi postar uma compilação composta com artistas do cast da gravadora RCA/BMG, que foi lançada no Brasil, em 1998. O que achei interessante dessa seleção é constar uma música que não pertenceu a Jovem Guarda, exceto seu intérprete que iniciou no Paraná. 

Estou me referindo a rara canção Bye, bye Rosie Marie, que muitos atribuem a interpretação a Ciro Aguiar, mas que se trata do cantor paranaense Cris McClayton, que antes era chamado de Cristiano. Porém, o Ciro Aguiar é o compositor da música, juntamente com Luis Roberto.

Também podemos destacar a interpretação de Celly Campello, para a música Mar de Rosas, aquela mesma que os The Fevers gravaram, que era versão da canção Rose Garden, da cantora americana Lynn Anderson e que fez muito sucesso no Brasil. 

Um ponto que sempre questionei dessas compilações populares das gravadoras é a pouca quantidade de faixas que disponibilizavam, principalmente nos lançamentos do Brasil. Mas vou deixar que vocês apreciem o álbum, que conta com as seguintes músicas:

01. Biquini de bolinha amarelinha tão pequenininho (Ronnie Cord);
02. Estou começando a chorar (Wilson Miranda);
03. Mar de rosas (Celly Campello);
04. Estrela que cai (Os Caçulas);
05. Ritmo da chuva (Demetrius);
06. Só vou gostar de quem gosta de mim (Waldirene);
07. Férias na India (Nilton Cesar);
08. Não vale a pena lastimar (Tony Campello);
09. Estou de mal com você (Vanusa);
10. Diana (Carlos Gonzaga);
11. Domingo de sol (Sérgio Murilo);
12. Uma lágrima (Paulo Henrique);
13. Quando me enamoro (George Freedman);
14. Bye, bye Rose Marie (Cris McClayton).

























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EARL GRANT - THE BEST OF EARL GRANT (1970) REPOST

A pedido do amigo Adilson, reponho o álbum Lp duplo "The Best Of", do cantor americano Earl Grant, lançado no Brasil, em 1970, pela gravadora SOM, pelo selo MCA Records. 

Por felicidade, eu ainda tinha esse material armazenado em outro local. Esse disco foi postado originalmente no blog em 23/novembro/2011, ou seja há 8 anos atrás, sendo uma das primeiras postagens do blog.

Como mencionei há tempos atrás, eu perdi um HD com um acervo grande de postagens realizadas no blog. Assim, nem todas as solicitações de atualização de link, me é permitido fazer.

Comentando o protagonista da nossa postagem, Earl Grant nasceu na cidade de Idabel, no Oklahoma, EUA. Era um cantor com uma voz marcante, multi-instrumentista, com predominância para o órgão Hammond, trompete e bateria. Tinha formação musical que permitia atuar como professor de música.

Em 1957, assinou contrato com a Decca Records, gerando seu primeiro single, com a canção The End, que chegou ao número 7 das paradas da "bilboard Hot 100" e até hoje é a sua marca registrada.

Seu primeiro álbum, denominado "Ebb Tide", foi lançado em 1961 e vendeu um milhão de cópias, ganhando status de disco de ouro. Fez algumas aparições no cinema e televisão, incluindo "Rhythm Juke Box (1959)", "The Ed Sullivan (1961) e "Tender is The Night (1962).

Era um músico promissor, mas infelizmente faleceu prematuramente em um acidente automobilístico, em Lordsburg, no Novo México, com a idade de 39 anos.

O álbum duplo da postagem foi lançado postumamente, dias depois de sua morte e em sua seleção contemplava as seguintes canções do repertório de Earl Grant, acrescidas de 4 faixas bônus, incluídas pelo blog:

Lps 1 e 2:

01. Stand by me;
02. Sunny;
03. Sweet sixteen bars;
04. The end;
05. Goin' out of my head;
06. Saints;
07. Ol' man river;
08. Ebb tide;
09. It was a very good year;
10. House of mambo;
11. A closer walk;
12. Sermonette;
13. The look of love;
14. If I only had time;
15. Volare;
16. I can't stop loving you;
17. More;
18; Drown in my tears;
19. Beyoond the reef;
20. Tender is night;
21. After hours;
22. Swingin' gently;

Bônus:

23. People;
24. Yellow bird;
25. Hello, young lovers;
26. Ol' man river

sábado, 16 de novembro de 2019

ORQUESTRA ROMÂNTICOS DE CUBA - CLÁSSICOS DO CINEMA (1975)

Aqui no blog, já postamos vários álbuns da Orquestra Românticos de Cuba, do maestro Severino Araujo. que na época achavam que era realmente uma orquestra cubana, principalmente em alguns países latino americanos.

Desta vez, resgato dessa orquestra o álbum "Clássicos do Cinema", lançado no Brasil, em 1975, pela gravadora Musidisc, com produção de Nilo Sérgio. Para mais detalhes sobre a orquestra, recomendo ver nossas postagens anteriores, onde descrevemos sua história.

As músicas de filmes selecionadas para esse discos são as seguintes:

01. Earthquake (do filme "Terremoto" - 1974);
02. Little prince (do filme "Pequeno Príncipe" - 1974);
03. The sound of music (do filme "A Noviça Rebelde" - 1965);
04. The shadow of your smile (do filme "Adeus as Ilusões" - 1965);
05. Goldfinger (do filme "007 contra Goldfinger" - 1964);
06. The carpetbaggers (do filme "Os Insaciáveis" - 1964);
07. Love said goodbye (do filme "OPadrinho Parte II" - 1975);
08. We may never love like this again (do filme "Inferno na Torre" - 1974);
09. Dear heart (do filme "Coração Querido" ou "Uma Vida Por Viver" - 1964) ;
10. Mondo cane nº 2 (do filme "Mondo Cane nº 2" - 1963);
11. On the street where you live (do filme "My Fair Lady"/"Idas e Vindas do Amor" - 1964);
12. Zorba, the greek (do filme "Zorba, o Grego" - 1964). 


















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sexta-feira, 15 de novembro de 2019

JOHNNY STAR AND HIS ORCHESTRA - 'S SHUFFLE IN CINEMA (1990)

Nesta postagem, apresentamos o álbum "'S Shuffles In Cinema", da orquestra de Johnny Star, que foi originalmente lançado no Brasil, em 1963, pela gravadora RCA Victor e posteriormente relançado, em 1990, pela gravadora Companhia Industrial de Discos - CID, pelo selo Itamaraty.

O disco é bem executado apresentando bons arranjos e músicos e foi muito bem aceito pela crítica da época e internacional. Vale lembrar que nessa época era comum os músicos brasileiros adotarem pseudônimos para poder vender os seus discos. 

Ao ouvi-lo fiquei impressionado com a qualidade do musical do disco. Ao pesquisar na internet a respeito de mais informações de Johnny Star, praticamente não há nada a respeito da concepção desse álbum. Entretanto, é mencionado que o instrumentista e organizador do disco era o trompetista brasileiro Maurílio Santos (Maurílio da Silva Santos). 

O músico Maurilio da Silva dos Santos nasceu no Rio de Janeiro, em 11/fevereiro/1922 e faleceu no dia 26/junho/2017.

Desde cedo tinha gosto pela música. A oportunidade para entrar definitivamente no cenário musical ocorreu aos 19 anos de idade, quando iniciou a carreira como profissional, graças ao convite para ingressar na orquestra do maestro Gao Gaó, em São Paulo. Sua estréia aconteceu em 01/dezembro/1941, no então Cassino da Urca.

No ano seguinte, transferiu-se para o corpo de músicos da Orquestra do maestro Simão Boutman, consolidando suas apresentações no Cassino Copacabana, em 13/outubro/1942.

Após o encerramento dos cassinos no Brasil, Maurilio iniciou as atividade no Copacabana Palace Hotel, passando a integra a Orquestra do maestro Zacarias, onde atuou até o dia 06/setembro/1949.

Nos anos 1950, Maurilio Santos foi um dos precursores da orquestra criada para a primeira emissora de televisão do Rio de Janeiro, a TV Tupi, onde tocou entre outubro de 1951 até março de 1952. 

Também foi trompetista no restaurante "Boate Vogue", um dos grandes templos da noite carioca na décadas de 1940 e 1950. O Vogue foi até o final o mais importante e refinado "nightclub" da cidade, pois as grandes estrelas da época passaram por lá, tais como Dolores Duran, Aracy de Almeida, Linda Batista, Ângela Maria, Silvio Caldas, Jorge Goulart, Inezita Barroso, entre outros. 

Um fato curioso é que, naquela ocasião, no Vogue, a orquestra era formada por negros oriundos dos EUA. O restaurante Vogue encerrou as atividades após o trágico incêndio que ocorreu no hotel onde funcionava as suas atividades, na tarde de 14 de agosto de 1955, sendo noticia das manchetes dos principais jornais da época.

No final da década,  mas precisamente em 1958, Maurilio Santos grava o seu primeiro álbum em vinyl Lp, intitulado "Maurílio - Convite Para Dançar", recheado de composições da época, tais como Herivelton Martins, Monsueto, entre outros.

A partir da década de 1960, Maurilio Santos integra a Orquestra do maestro Cipó, na extinta TV Tupi, onde recebeu homenagens do programa "A Grande Chance", do apresentador Flávio Cavalcanti e participa também do projeto da gravadora Odeon, onde músicos tinha que adotar pseudônimos em inglês para que a gravadora entrasse no mercado internacional.

A partir disso, ele adotou o pseudônimo de Johnny Star, o que levou a uma consagração internacional e resultou na produção de três álbuns Lps de sucesso. Nessa mesma década, o trompetista e mais um grupo de músicos participaram de um projeto da Fundação Nacional das Artes - FUNARTE, vindo a visitar as instalações da empresa Weril, com o objetivo de atestar o padrão de qualidade dos instrumentos fabricados pela empresa, um costume da época, onde os músicos de sucesso visitavam as principais fábricas responsáveis em confeccionar instrumentos musicais.

Na década de 1970, com mudanças no cenário musical, por meio do rock and roll, bossa nova e tropicalismo, Maurílio Santos integrou a banda do cantor Wilson Simonal. Esta nova atividade era um grande desafio para o músico. Com a banda percorreu o Brasil e o mundo, e durante a Copa do Mundo, no México, apresentou-se em um grande show naquele país.

Após retorno ao Brasil, no ano de 1983, no Rio de Janeiro, sua cidade natal, ele foi surpreendido com um convite para participar da Orquestra da Rede Globo. Nessa orquestra, nesse mesmo ano, participou do especial de Roberto Carlos. Em seguida, recebeu homenagens que lhe renderam várias apresentações solo.

Já na década de 1990, o músico recebe convite muito especial para integrar a Orquestra Tabajara, do maestro Severino Araujo, tendo participado na gravação de vários discos e viagens internacionais.

Fonte: Wikipedia, novembro/2019

As músicas que compõem a seleção do álbum desta postagem são as seguintes:

01 - It's romantic;
02 - Serenade in blue; 
03 - Moon River; 
04 - I'll See In My Dreams; 
05 - Blues in the night; 
06 - Stormy Weather; 
07 - Please; 
08 - Blue Moon; 
09 - It Had To Be You; 
10 - Lovely to look at; 
11 - Stompin' at the Savoy; 
12 - Indian Summer;






 Capa (Front) - Edição 1990 - CID / Itamaraty






 Contra Capa (Back Cover) - Edição 1990 - CID / Itamaraty 






  Selo (Label) - Edição 1990 - CID / Itamaraty 






  Capa (Front) - Edição 1963 - RCA Victor






 Maurílio dos Santos 1963






 Maurílio dos Santos 2008


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segunda-feira, 11 de novembro de 2019

THE JOHNNY MANN SINGERS - WE CAN FLY! UP UP AND AWAY (1967)

Para completar as postagens do dia, apresento o álbum "We Can Fly! Up Up And Away", da Orquestra e Coro The Johnny Mann Singers, que foi lançado nos EUA, em 1967, pela gravadora Liberty e na Inglaterra, pela gravadora Sunset.

As músicas que compõem a seleção desse álbum são as seguintes:

01. Up-Up And Away;
02. Somethin' Stupid;
03. I Got Rhythm;
04. Portrait Of My Love;
05. Go Where You Wanna Go;
06. Dedicated To The One I Love;
07. Yellow Ballon;
08. This Is My Song;
09. Monday, Monday;
10. Release Me;
11. Joey Is The Name.




























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LISTEN TO WHAT THE MAN SAID - TRIBUTE TO THE MUSIC OF PAUL MCCARTNEY - VARIOUS ARTISTS (2001)

Olá, amigos do blog. A postagem de hoje traz uma compilação de tributos ao cantor e compositor Paul McCartney. Trata-se de uma coletânea lançada nos Estados Unidos, em 2001, pela Oglio Records.

Esse material foi inicialmente postado na rede pelo desativado blog JbPimentel, que funcionou até novembro de 2012, deixando órfãos os fãs de tributos dos Beatles. 

Neste final de semana, ao ouvi-lo novamente resolvi reapresentá-lo, com algumas melhorias no áudio e no material gráfico. 

Espero que gostem e compartilhem as suas opiniões, pois o feedback das pessoas que acessa o nosso blog é fundamental para as melhorias e principalmente para nos motivar a continuar com essa empreitada.

Em minha opinião, a seleção foi boa e a interpretações das canções de Paul McCartney foram bem competentes, apesar de eu não conhecer a maioria dos intérpretes. A seguir a lista das canções e intérpretes escolhidos para fazer parte dessa seleção:

01. Band on the run (Owsley);
02. My brave face (SR-71);
03. Junk (Kevin Hearn & Steven Page)
04. Jet (Semisonic);
05. No more lonely nights (The Merrymakers);
06. Let me roll it (Robyn Hitchcock);
07. Too many people (The Finn Brothers);
08. Dear friend (The Minus 5);
09. Every night (Matthew Sweet);
10. Waterfalls (Sloan);
11. Man we was lonely (World Party);
12. Coming up (John Faye Power Trip);
13. Maybe I'm Amazed (Virgos);
14. Love in song (Judybats);
15. Warm and Beautiful (Linus of Hollywood);
16. Ram on (They Might Be Giants).


















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sábado, 9 de novembro de 2019

GAYA ORQUESTRA - GAYA (1970)

Apresentamos nesta postagem o álbum "Gaya", do grande maestro, regente, instrumentista e compositor brasileiro Lindolpho Gomes Gaya, que foi lançado no Brasil, em 1970, pela gravadora Odeon, pelo selo London.

O músico Lindolpho Gomes Gaya, ou simplemesmente Gaya, nasceu na cidade de Itararé, São Paulo, em 06 de maio de 1921 e morreu em Curitiba, Paraná, no dia 15, de setembro de 1987.

Podemos afirmar que Gaya foi um dos maiores maestros da música popular brasileira, tendo colaborado como arranjador, produtor e diretor musical das principais gravadoras do Brasil, tais como Odeon e RCA Victor. 

Sua trajetória musical iniciou-se aos sete anos de idade, quando começou a estudar piano. Em 1942, se profissionalizou tocando piano em programas de calouros na Radio Transmissora. Mais tarde atuou na Radio Tupi e na Orquestra do Chiquinho, na Radio Clube.

Trabalho durante 15 anos para as gravadoras, fazendo arranjos e orquestrações, destacando-se no trabalho com a musica brasileira. Em 1974 e 1975, percorreu o Brasil, ao lado de Stellinha Egg, apresentando-se especialmente em auditórios de universidades, fazendo divulgação da música popular brasileira.

Em 1975, fez arranjos e regeu a orquestra no show "Maria Bethânia e Chico Buarque", apresentado no Canecão, do Rio de Janeiro, do qual resultou um álbum Lp com o mesmo título. No mesmo ano, foi o diretor musical do primeiro álbum Lp lançado pelo conjunto Nosso Samba.

Todo seu acervo acumulado ao longo de toda a sua vida de trabalho passou a integrar o "Memorial Maestro Gaya", que ficou a cargo de Londolpho Alves Gaya.

Neste álbum que resgatamos, o maestro Gaya selecionou canções populares que estavam fazendo sucesso nas paradas da época, a seguir listadas, com os respectivos compositores: 
  
01 - Viagem (Taiguara)
02 - Airport love theme (A. Newmann)
03 - Let it be (John Lennon / Paul McCartney)
04 - Tema de Cristina (José Briamonte)
05 - Reflections of my life (Campbell / McAleese)
06 - Yellow river (J. Christie)
07 - Close to you (H. David / Burt Bacharach)
08 - Marilyn's theme (V. Gambella / G. Brown)
09 - Something (George Harrison)
10 - Serenade in blue (H. Waeen / M. Gordon)



























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sexta-feira, 8 de novembro de 2019

JANE MORGAN - TRACES OF LOVE (1969)

O disco desta postagem foi uma surpresa para mim. Confesso que eu nunca parei para ouvir a cantora Jane Morgan. Esse disco me chamou a atenção pelo fato de conter uma música dos Bee Gees e outra dos Beatles, grupos que aprecio muito.

A partir disso, fui procurar conhecer um pouco mais da carreira da cantora, que compartilho agora. A cantora e atriz americana Jane Morgan (Florence Catherine Currier) nasceu no dia 3 de maio de 1924, em Massachusetts e inicialmente obteve sucesso na França e no Reino Unido antes de obter reconhecimento nos EUA.

Em sua carreira musical, ela recebeu seis discos de ouro, atuando principalmente em boates, na Broadway e também na televisão americana, tanto como cantora, quanto como atriz dramática.

Aos cinco anos, ela começou as aulas de canto, continuando as aulas de piano. Durante os verões, ela assumiu papéis infantis e apareceu em produções teatrais no Kennebunkport Playhouse em Kennebunkport, Maine, que seu irmão havia fundado.

Enquanto cursava a escola primária, Morgan se envolveu ativamente em cantar e competir contra outros estudantes na Flórida e no Sudeste. Depois de se formar na Seabreeze High School, ela e seus múltiplos talentos musicais foram prontamente aceitos na prestigiada Juilliard School of Music de Nova York. Com a intenção de se tornar uma cantora de ópera, ela estudou ópera durante o dia e se apresentava sempre que possível.

Morgan cantou musicas populares em boates e pequenos restaurantes, e em bar mitzvahs e outras festas particulares, para ajudar a pagar suas despesas com a escola em Juilliard. Eventualmente, ela foi contratada como cantora no Roseland Ballroom em Manhattan com a segunda banda da casa por US $ 25 por semana, seis noites por semana.

Enquanto ela ainda estava em Juilliard (1944), o líder da orquestra Art Mooney a ouviu se apresentar e a contratou. Mooney mudou seu nome para Jane Morgan, adotando o nome de uma de suas vocalistas, Janie Ford, e o sobrenome de outra, Marian Morgan.

Em 1948, o empresário francês Bernard Hilda a selecionou para acompanhá-lo a Paris. Hilda era um importante líder da sociedade francesa que precisava de uma jovem cantora para se apresentar em uma boate que ele planejava abrir perto da Torre Eiffel.

Morgan começou a aparecer regularmente no Club des Champs-Elysées, tocando (dois shows por noite) canções americanas para o público principalmente francês. Sua mãe havia ensinado o francês e italiano, então ela rapidamente se tornou proficiente em francês e atuou em francês impecável, cantando as músicas clássicas de Cole Porter, George Gershwin, músicas francesas e padrões do século.

Logo se tornou uma sensação em Paris, sempre acompanhada pelo empresário Hilda e seu violino cigano, ela rapidamente se tornou conhecida em toda a França. A sociedade francesa de cafés frequentava o sofisticado clube de Hilda, que era comparado ao Copacabana em Nova York.

Muitos compositores franceses, incluindo Charles Trenet, frequentavam o clube, e eles escreveram várias músicas que se tornaram gravações de sucesso para Jane Morgan. Logo surgiu a oportunidade de abrir um novo programa semanal de televisão com uma hora de duração e ela começou a gravar em 1949 pela gravadora francesa Polydor, bem como pela Parlophone, Philips e outros selos.

Em 1952, Jane Morgan foi para Montreal, Quebec, Canadá e abriu no Ritz Hotel como solista com um ato bilíngue usando francês e inglês. Ela voltou a Nova York com apresentações regulares em boates de luxo e seu próprio programa de rádio na NBC, apoiado pela NBC Symphony Orchestra. Ela também se apresentou no St. Regis Hotel em Nova York e em seguida retornou à Europa, em 1954 para aparecer em uma crítica do London West End com o comediante Vic Oliver e, mais tarde, no Savoy Theatre e no London Palladium.

Mas ela queria avançar em sua carreira nos Estados Unidos, mas os agentes e gerentes de reservas no show business achavam que ela era muito especializada e não conseguiria sair do circuito das boates. Ela deixou seu agente e começou a cantar no Latin Quarter de Lou Walters, em Nova York.

Após atuar no Latin Quarter por um ano, ela foi notada por Dave Kapp, que havia fundado recentemente uma nova gravadora, a Kapp Records. Kapp assinou Morgan com um contrato de gravação e, no mesmo período, ele também assinou com o pianista Roger Williams.

Para contrariar sua reputação como cantora francesa, Kapp gravou com Jane Morgan a musica Baseball, Baseball, e seu primeiro álbum foi intitulado "The American Girl from Paris". Ela gravou vários álbuns adicionais e logo foi parceira musical com Roger Williams, que ganhou aceitação nacional com a gravação de Autumn Leaves. Eles gravaram Two different worlds, o que deu a Morgan seu primeiro show significativo nas rádios dos EUA.

Em 1957, Kapp trouxe The Troubadors, um grupo praticamente desconhecido de cinco músicos, para seu estúdio e juntos gravaram Fascination, que permaneceu nas paradas por 29 semanas.

Em 1958, Kapp lançou The day the rains came (uma música francesa de Gilbert Becaud chamada Le jour où la pluie viendra) com Jane Morgan cantando em inglês de um lado e em francês do outro. Atingiu o número um no UK Singles Chart no início de 1959. Isso levou ao seu primeiro especial de televisão, Spectacular. Ainda nesse ano ela foi destaque em 10 de novembro de 1959, no especial de jazz, Timex-All-Star Jazz III.

Em 1960, ela gravou a versão em inglês de uma música italiana, Romantica. A gravação foi um sucesso de exibição na Rádio BBC. Ela continuou gravando para Kapp até 1962, seu último álbum sendo “What Now My Love”, lançado no final daquele ano.

Jane Morgan terminou sua associação com a Kapp Records depois de oito anos. O Weintraub negociou um contrato para três álbuns do Colpix, incluindo Jane Morgan Serenades the Victors. O segundo LP Colpix de Morgan, “The Last Time I Saw Paris’, recebeu excelentes críticas e um single de sucesso, C'est si bon. Depois de cumprir seu contrato com a Colpix, Morgan gravou vários singles e quatro álbuns para a Epic.

Durante esse período, ela teve singles de sucesso consistentes nas paradas contemporâneas e continuou a aparecer nos principais programas de TV do dia. Ela apareceu no Queen Elizabeth Hotel no Canadá em 1964; foi a cantora principal com Bea Lillie e Carol Lawrence na produção musical da Broadway dos Ziegfeld Follies e sucedeu Janis Paige em Mame em 1969.

Em 1966, Morgan gravou a música que ela havia apresentado no Oscar, I will wait for you, escrita por Michel Legrand. De 1967 a 1968, esteve sob contrato da ABC Records, gravando meia dúzia de singles e lançando um álbum LP que produziu vários hits, levando ao seu segundo especial de TV, The Jane Morgan Special.

Seus dois álbuns finais foram para a gravadora RCA Victor. Seu álbum LP final, Jane Morgan, em Nashville, rendeu dois hits moderados no país e nas paradas ocidentais, incluindo sua resposta à música de Johnny Cash, A boy named Sue, intitulada A girl named Johnny Cash (escrita pelo cômico Martin Mull), na série de televisão homônima de Cash, no início de 1971.

Ela se aposentou da carreira em 1973, mas apareceu ocasionalmente ao longo dos anos em eventos e beneficentes especiais. Nos últimos anos, ela trabalhou como assistente de produção de seu marido em filmes, incluindo o remake de Ocean's Eleven.

Em 10 de dezembro de 2009, Jane Morgan se apresentou no baile da UNICEF em homenagem ao marido, Jerry Weintraub, realizado no Beverly Wilshire Hotel, cantando Ten cents a dance e Big spender. Conhecida como Jane Weintraub, ela divide seu tempo entre Malibu, Califórnia, Palm Springs, Califórnia e Kennebunkport, Maine. Ela é proprietária da Blueberry Hill Farm em Kennebunkport, Maine desde 1958.

Fonte: Wikipedia, nov/2019.

O álbum desta postagem foi um dos últimos discos da carreira lançados pela cantora, intitulado “Traces Of Love”, lançado nos Estados Unidos, em 1969, pela gravadora RCA Victor.

Na seleção do disco, destaco canções mais clássicas em conjunto com músicas mais populares, como por exemplo, I started a joke, dos Bee Gees e Hey Jude, dos Beatles, a seguir listadas:

01. Where do I go;
02. Traces of love;
03. Goodnight my love;
04. I started a joke;
05. Congratulations I guess;
06. Three rest stops;
07. Devotion;
08. My way;
09. Walk away;
10. Hey Jude;
11. Marry me, marry me.

















 Label - EP USA 1969













Jane Morgan- Hollywood Walk Of Fame - 2011

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