2016

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domingo, 16 de junho de 2013

BOBBY DE CARLO - A PASSO DE GIGANTE - 1968

Ao longo da existência desse blog, temos enfatizado as obras de orquestras e do Movimento Jovem Guarda. Assim não poderíamos deixar de citar o cantor Bobby De Carlo. Ou melhor, Roberto Caldeira dos Santos, que nasceu em São Paulo/SP, no dia 30 de junho de 1945.

Bobby desde garoto tinha tendência para a música. Os primeiros acordes no violão foram orientados por seu pai, que não reclamava em perder alguns minutos por dia para ensiná-lo. Filho do Senhor Custódio que, como amador, tocava violão e violino. Desde pequeno o jovem Roberto junto com sua mãe Dona Zilah, passava horas ouvindo o Seu Custódio executar ao violão músicas de Dilermando Reis.

O jovem Roberto não se limitava apenas a gostar das músicas, porém principalmente pela maneira de seu pai tocar e pelos acordes apresentados, onde despertou o seu interesse em aprender a tocar violão. Do violão para guitarra elétrica foi um pulo. Aos 14 anos com alguns amigos formaram um conjunto, como era chamado as bandas da época, pois o Rock And Roll começava no país e entre os jovens havia uma grande aceitação. Convidado por um amigo, o grupo realizou um teste na gravadora Odeon. Apesar do resultado não ter sido, aquele fato foi o início do interesse pela música. Além de tocar guitarra, ele também cantava o que despertou o interesse da Odeon, e assim incluí-lo no elenco de jovens artistas da gravadora.

A primeira condição da gravadora foi colocar um nome artístico para o jovem Roberto. Coube ao cantor Tony Campello em batizá-lo com o nome de Bobby De Carlo. Ele gravou seu primeiro disco no ano de 1960 pela Odeon, e sua gravação Oh Eliana, de Marcucci, De Angelis e Sérgio Freitas, ainda em 78 rpm, conseguiu um relativo sucesso. Gravou ainda Quero amar, uma versão de Fred Jorgem, para música de Deane e Weisman. No ano seguinte, gravou a canção Broto feliz, de Marcucci, De Angelis e Sérgio Freitas e Amor de brotinho, de Ballard e Hunter, com versão de Sérgio Freitas. Os resultados dessas últimas gravações entretanto não foram muito favoráveis.

Voltou as suas origens de músico e junto com Jurandir, José Paulo e Primo, formou um novo grupo de Rock, que inicialmente chamava-se “The Vampir’s”, onde tocavam todos os sábados, no Programa “Ritmos para a Juventude”, na Rádio Nacional de São Paulo, que tinha grande audiência e era apresentado por Antonio Aguillar. Depois de algum tempo, o nome do grupo foi mudado definitivamente para “The Jet Black’s”. Porém, por dificuldades impostas por compromissos profissionais, Bobby De Carlo teve que abandonar temporariamente a carreira, dedicando-se exclusivamente aos estudos. Resolveu então afastar-se do canto e dedicar-se mais aos estudos de violão e contrabaixo. Viajou por quase todo o país, além de percorrer o exterior.

Em junho de 1966, recebeu o convite da gravadora Mocambo, para a realização de um disco simples. A música escolhida foi Tijolinho. Essa canção tornou o seu maior sucesso, tendo sido composto por Wagner Tadeu Benatti, “Bitão", um rapaz de apenas 16 anos de idade, que mais tarde faria parte do grupo "Pholhas".

A música Tijolinho foi laureado com o "Troféu Chico Viola", em 1966, da TV Record de São Paulo. Este disco foi solicitado por carta pela BBC de Londres e imediatamente enviado pela Mocambo. A canção teve ótima receptividade por parte do público e logo se colocou em todas as paradas de sucesso do país.

Em seguida, Bobby De Carlo realizou sua segunda gravação pela gravadora Mocambo, A Boneca que diz não. Contratado pela TV Record, Bobby foi presença constante nos dois programas de sucesso na época da Jovem Guarda, que eram “O Pequeno Mundo de Ronnie Von” e “Jovem Guarda”. Era o único artista que participava dos dois programas. Fora chamado para o primeiro, e quem atuava em um não podia participar do outro, pois rezava lenda, havia uma rixa entre os apresentadores dos programas. Mas por exigência de Carlos Manga, um dos diretores da emissora, Bobby De Carlo acabou se tornando exceção à regra.

Outras músicas de relativo sucesso foram Bonequinha, versão de Pretty Woman, de Roy Orbison, em versão dos irmãos Márcio e Ronald Antonucci (Os Vips), Cuidado para não derreter, de Getúlio Cortes, O Pesadelo, de Henrique Serafian, Não vou me entregar, de Marcos Roberto e Dori Edson, entre outras.

Em 1969, transferiu-se para a gravadora Odeon, onde lançaria apenas alguns singles. Participou, no auge do movimento da Jovem Guarda, do filme “Juventude e Ternura”, ao lado de Wanderléa e Anselmo Duarte, como um dos protagonistas. Afastou-se dos estúdios, dedicando-se a atividades comerciais e até de garimpo (esteve por um tempo em Serra Pelada). Posteriormente, seguiu sua trajetória artística, apresentando-se em shows e em cruzeiros marítimos, atividade que já havia realizado no início da carreira.

Em 1994, regravou a canção Tijolinho para uma caixa comemorativa referente aos 30 anos do Movimento Jovem Guarda e que foi lançada pela gravadora Universal. No ano de 1995 participou do CD "Jovem Guarda ao Vivo", também celebrando o movimento que o revelara. Atualmente, mora em São Paulo, ainda apresenta-se esporadicamente e tem estado envolvido em atividades publicitárias.

Fonte de consulta: http://www.mafiarocker.com

Nesta postagem, apresentamos o último álbum, antes de retornar para a gravadora Odeon, que foi lançado em 1968, pela gravadora Rozenblit. O disco não obteve o sucesso esperado e é possível sentir as limitações do artista nas gravações e principalmente as limitações técnicas de finalização (mixagem) da gravação. Em minha opinião, os destaques dessa seleção são as músicas A passo de gigante, Yummy, yummy e Fingimento. Era composto pelas seguintes canções:

1. A passo de gigante;
2. Selado com amor;
3. Sei que você está chorando
4. Marina;
5. Triste adeus;
6. Amargo fim;
7. Yummy, yummy, yummy;
8. Penso em você;
9. É de mim que você precisa;
10. Fingimento;
11. Prá te ver;
12. Bem feito, meu bem.














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2 comentários:

  1. Hedson,sempre trazendo raridades!
    obrigado!
    Miguel

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    Respostas
    1. Oi Miguel
      obrigado pelo apoio ao blog. Podendo, nos divulgue.
      Hedson LaPlaya

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